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Vídeo da Santa Sé sobre migrantes premiado em Madri

A campanha sobre migrantes e refugiados lançada pela Santa Sé recebeu o prêmio “Melhor Estratégia Social” no Publifestival de Madri. O vídeo foi produzido pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.

Cidade do Vaticano

A Campanha do Vaticano sobre “Migrantes e Refugiados” tornou-se exemplo internacional de boas práticas para a promoção de mudanças positivas na sociedade, por meio do marketing social.

Com efeito, a 12ª edição do Festival Internacional de Publicidade Social – Publifestival – atribuiu o prêmio “Melhor Estratégia em Ação Social” ao vídeo sobre a “Campanha pelos Migrantes e Refugiados”, realizado pelo Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé, e produzido pela agência “La Machi Comunicación para Buenas Causas”.

O evento realizou-se na sexta-feira (15/6) no Teatro Fernando Rojas do Círculo de Belas Artes, em Madri, com a participação de agências e publicitários do mundo inteiro.

O vídeo de 3 minutos e meio apresenta quatro verbos ativos, “acolher, proteger, promover, integrar”, propostos pelo Papa Francisco. Em torno deste eixo deve girar a ação dos governos, das instituições e dos que se dedicam à problemática da mobilidade humana.

O vídeo foi apresentado, pela primeira vez, na sessão “stock-taking” (balanço) do Pacto Global sobre Migrantes da ONU (Puerto Vallarta, México, 04.12.2017), e do Diálogo do Alto-comissário sobre os Desafios de Proteção para o Pacto Global sobre Refugiados, no Palais des Nations(Genebra, 12.12.2017); foi também apresentado na sede das Nações Unidas, em Nova York, e em muitos outros locais. O vídeo está disponível em quase 30 idiomas.

Durante a cerimônia de entrega do Prêmio, o Padre Michael Czerny, jesuíta, vice-secretário do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé, afirmou:

“O Santo Padre oferece a resposta cristã e civilizada às necessidades prementes das pessoas vulneráveis em movimento. Neste sentido, o vídeo reforça este apelo urgente, mediante imagens, movimentos e música. Estamos felizes em poder ajudar a difundir esta mensagem comovente e encorajadora atingindo milhões de pessoas em todo o mundo”.

Durante a mesma cerimônia, foi também premiado o spot televisivo de 2 minutos e meio de apresentação da última Exortação Apostólica do Papa Francisco “Gaudete et Exsultate” sobre o chamado à santidade no mundo atual, produzido pelo Vatican Media, com a colaboração da Agência “La Machi”.

Para o site em português da Seção Migrantes e refugiados do Dicastério para o desenvolvimento Humano Integral, clique aqui: https://migrants-refugees.va/pt/

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2018-06/santa-se-premiada-em-madrid-com-video-sobre-os-migrantes.html#play


Papa confia à intercessão de nova Beata oração pelos venezuelanos

A Madre María Carmen Rendíles Martínez, fundadora das irmãs “Siervas de Jesús de Venezuela”, foi beatificada pelo cardeal Angelo Amato no sábado, 16, em Caracas.

Cidade do Vaticano

Ao recordar no Angelus a beatificação em Caracas no sábado da Madre María Carmen Rendíles Martínez, o Papa Francisco confiou à nova Beata “nossas orações pelo povo venezuelano”:

Ontem, em Caracas, foi proclamada Beata María Carmen Rendíles Martínez, fundadora das irmãs “Siervas de Jesús de Venezuela”. Madre Carmen, nascida e falecida em Caracas no século passado, junto com as irmãs, serviu com amor nas paróquias, nas escolas e ao lado dos mais necessitados. Louvamos ao Senhor por esta sua fiel discípula e confiemos à sua intercessão as nossas orações pelo povo venezuelano. E saudemos a nova Beata e o povo venezuelano com aplausos!”.

Fonte:  https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-francisco-angelus-oracao-venezuela.html


Bispo coreano: continuar a rezar pelo perdão e a reconciliação

Os bispos católicos da Coreia continuam no caminho da oração para apoiar a paz na península, indicando uma intenção diferente para cada dia. O bispo de Daejeon fala sobre isso ao Vatican News, fazendo votos de diálogo e perdão

Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

Até o ano passado, a península coreana era considerada um dos lugares mais perigosos para a paz no mundo. Em vez disso, graças à história dos últimos meses, estamos diante de uma “nova era”: uma “nova semente de paz foi lançada”, muros caíram e devemos avançar.

Em síntese, foi o que declarou ao Vatican News Dom Lazzaro You Heung-sik, bispo de Daejeon na Coréia do Sul e responsável pela Comissão para os Assuntos Sociais da Conferência Episcopal da Coreia, por ocasião da novena de oração prevista pelos bispos até 25 de junho, e em preparação para a Conferência de Daegu, em 21 de deste mês, dedicada ao futuro da península coreana.

Agora uma jornada pacífica e confiante

O prelado repassa as etapas da mudança desde os Jogos Olímpicos de Pyeongchang, na Coreia do Sul, que viram desfilar juntas delegações do Norte e do Sul do país, dividido por uma guerra – recorda o bispo de Daejeon – que começou a 25 de junho de 1950.

Mais de 60 anos, sublinha, de “divisões, inveja, ódio”, que devem e podem agora dar lugar para uma “viagem serena e confiante”. Com os Jogos Olímpicos, o bispo também recorda as reuniões de cúpula, incluindo a última, entre a Coreia do Norte e os EUA. Marcos importantes constantemente acompanhados pela oração do Papa.

O Papa nos mostra o caminho

“O Papa Francisco nos indica o caminho” diz Dom You, relançando a necessidade de rezar, pedindo “a Deus para mover os corações dos poderosos para a paz, não somente na península coreana, mas em todo o mundo” e confiando no Espírito Santo para que inspire o diálogo, buscando caminhos novos para chegar finalmente à reconciliação:

Em 25 de junho de 1950, a guerra estourou na Coreia. Até o ano passado, a Coreia era o lugar mais perigoso do mundo. Este ano, com as Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang, uma nova semente da paz foi plantada para a península coreana. Naquele momento, nasceu um novo relacionamento: em abril, houve a cúpula entre as duas Coreias. Também no dia 12 de junho houve o encontro de cúpula de Singapura. Então esta é realmente uma nova era. Eu penso e também espero que a Coreia do Norte não recue: seria como se já tivessem atravessado uma ponte, mas ela tivesse caído. Nós devemos continuar! Por mais de 65 anos após a guerra, a Coreia viveu entre sentimentos de inveja, ódio e separação; é preciso realmente um coração aberto, uma nova alma, isto é, perdão, reconciliação. Portanto, devemos cuidar dessa irmandade entre nós caminhando juntos. Assim o Senhor nos ajudará. Não somente os coreanos estão divididos na península, mas também há relatos a serem considerados com grandes potências: América, China, Rússia e Japão. Por isso nós rezamos, para que o Senhor possa mover os corações dos americanos, dos chineses, dos russos, dos japoneses, para criar esta atmosfera de reconciliação e de paz importante para a Coreia, mas também para a Ásia e para o mundo.

Dom You, vocês pensaram realmente uma intenção diferente para cada dia, com coisas bem concretas, como rezar pelos nossos irmãos e irmãs que vivem no norte, pelos refugiados, os políticos e também pela evangelização .. .

Sim, porque a oração é importante e você tem que traduzi-la em ações concretas, por isso colocamos nestas intenções diárias coisas importantes, para que possam ser traduzidos em prática..

Vocês ouviram durante todo este período a proximidade do Papa, que chamou a atenção para a Coreia mais de uma vez …

Eu lembro que ele fez isso oito vezes! E quando o Papa faz sua oração, ele me dá imensa alegria também. O Papa sempre nos mostra um caminho a seguir. Eu sinto ele muito próximo. Sempre tento ouvi-lo. O Papa rezou pelo que? O que o Papa disse? Eu sempre o acompanho.

E chega às pessoas? A voz  de Francisco chega aos fiéis?

Certamente. Todos os dias eles me perguntam o que o Papa disse, eu os atualizo e procuram colocar em prática o que Ele nos ensina todos os dias.

Dom You, vocês também organizaram uma conferência pela reconciliação e pela unidade para o próximo dia 21 de junho. Você a chamaram de “O futuro da península coreana através dos intercâmbios entre o sul e o norte”. Qual é o futuro, na sua opinião?

Acho importante abrir o coração. O Espírito Santo sopra quando e onde quer, não? Para nós, nesta nova era, é importante para ouvir a voz do Espírito Santo, para que Ele possa operar através de nós ao diálogo, para ver um ao outro como irmão e a bater nas portas. Só assim a paz finalmente chegará à península coreana.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-06/coreia-dom-lazzaro-you-novena-paz-reconciliacao-perdao.html


Papa: permanecer confiantes quando a esperança parece naufragar

“Hoje o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus, tanto a nível pessoal como comunitário”, disse o Papa Francisco em sua reflexão.

Cidade do Vaticano

Manter a confiança em Deus, mesmo diante das vicissitudes da vida, com o convite “para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus”, em nível pessoal e comunitário, pois “Deus é sempre o Deus das surpresas. O Senhor sempre nos surpreende”.

Inspirando-se em duas breves parábolas contadas por Jesus à multidão para explicar o Reino de Deus, o Papa Francisco explica que “a autenticidade da missão da Igreja” é dada “pelo ir em frente com a coragem da confiança e o humilde abandono em Deus”.

Na primeira parábola – explica o Papa – “o Reino de Deus é comparado ao crescimento misterioso da semente, que é jogada no chão e em seguida germina, cresce e produz a espiga, independentemente do cuidado do agricultor, que após a maturação, faz a colheita”.

E a mensagem que tiramos, é que “por meio da pregação e a ação de Jesus, o Reino de Deus é anunciado, irrompe no campo do mundo e, como a semente, cresce e se desenvolve por si só, por força própria e segundo critérios humanamente não decifráveis”.

O crescimento do Reino na história – afirma Francisco – não depende tanto “da obra do homem”, mas acima de tudo “é expressão do poder e da bondade de Deus, da força do Espírito Santo que leva em frente a vida cristã no Povo de Deus”:

“Às vezes, a história, com seus acontecimentos e os seus protagonistas, parece ir na direção oposta ao plano do Pai celeste, que deseja para todos os seus filhos a justiça, a fraternidade, a paz. Mas nós somos chamados a viver esses períodos como estações de provação, de esperança e de espera vigilante da colheita”.

O Reino de Deus, ontem como hoje, “cresce no mundo de maneira misteriosa, de maneira surpreendente, revelando o poder escondido da pequena semente, sua vitalidade vitoriosa”. E diante dos mistérios dos acontecimentos pessoais e sociais que parecem “o naufrágio de esperança, devemos permanecer confiantes no agir humilde, mas poderoso de Deus”.:

Por isto, nos momentos de escuridão e de dificuldades, nós não devemos nos abater, mas permanecer ancorados à fidelidade de Deus, em sua presença, que sempre salva. Recordem disto: Deus sempre salva, é o salvador”.

Francisco explicou então a segunda parábola, a do grão de mostarda ao qual Jesus compara o Reino de Deus. Mesmo sendo uma semente muito pequena, ela “desenvolve-se tanto que se torna a maior de todas as plantas do jardim: um crescimento surpreendente e imprevisível”.

“ Não é fácil para nós entrar nesta lógica da imprevisibilidade de Deus e aceitá-la em nossas vidas. ”

“Mas hoje – disse Francisco – o Senhor nos exorta a uma atitude de fé que supera nossos projetos, os nossos cálculos, as nossas previsões:

Deus é sempre o Deus das surpresas. O Senhor sempre nos surpreende. É um convite para nos abrirmos com mais generosidade aos planos de Deus, tanto a nível pessoal como comunitário. Em nossas comunidades é preciso dar atenção às pequenas e grandes oportunidades de bem que o Senhor nos dá, deixando-nos envolver em sua dinâmica de amor, de acolhida e de misericórdia para com todos”.

“ A autenticidade da missão da Igreja não é dada pelo sucesso ou pela gratificação dos resultados, mas pelo ir em frente com a coragem da confiança e o humilde abandono em Deus ”

“Ir em frente na confissão de Jesus e com a força do Espírito Santo. É a consciência de ser instrumentos pequenos e fracos, que nas mãos de Deus e com a sua graça podem realizar grandes obras, fazendo progredir o seu Reino que é “justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.

“Que a Virgem Maria nos ajude a ser simples, a ser atentos, para colaborar com a nossa fé e com o nosso trabalho no crescimento do Reino de Deus nos corações e na história”, disse o Papa Francisco ao concluir sua reflexão.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-no-angelus-de-17-de-junho-de-2018.html


Prêmio de Cidadão Europeu 2018 para família que acolheu 6 migrantes

“Tentarei aproveitar ao máximo a oportunidade que me é oferecida por este prêmio, esperando que falar sobre o bem faça nascer outro bem”, disse o italiano Antonio Silvio Calò, 57, que com a mulher e quatro filhos, acolheram seis migrantes jovens em sua casa, próxima a Treviso.

Cidade do Vaticano

“É uma confirmação da bondade do caminho tomado. Tentarei aproveitar ao máximo a oportunidade que me é oferecida por este prêmio, esperando que falar sobre o bem, faça nascer outro bem. Nossa experiência é apenas a ponta de um iceberg. Então, sinto o dever de representar todos aqueles que estão acolhendo migrantes todos os dias, ocupando-se deles”.

Ele não esconde sua satisfação, mas tampouco a consciência de uma ulterior responsabilidade. Trata-se de Antonio Silvio Calò, 57, um dos vencedores do prestigiado Prêmio de Cidadão Europeu 2018, atribuído pelo Parlamento em Bruxelas para pessoas ou organizações que se destacaram na capacidade de “fortalecer a integração europeia e o diálogo entre os povos, colocando em prática os valores da Carta dos Direitos fundamentais da UE.

Em 2015, em plena emergência dos desembarques em Lampedusa – uma emergência também marcada por trágicos naufrágios – Calò foi até a prefeitura para comunicar a disponibilidade de sua família – sua esposa Nicoletta e seus quatro filhos – em hospedar em sua casa em Povegliano, uma dezena de quilômetros de Treviso, alguns migrantes. Ele levou seis, todos jovens, iniciando um modelo inovador de acolhida familiar que, entre muitas suspeitas e resmungos, acabou envolvendo outras realidades da região, suscitando muito interesse. Um modelo que agora o criador gostaria de tentar exportar.

“Eu já estou realizando um projeto piloto – explicou ao L’Osservatore Romano – para replicar em todos os lugares, não só na Itália, aquilo que vivenciamos em nossa família”.

Por trás de tal abertura se esconde um bagagem cultural e uma forte sensibilidade social, e justamente em um pedaço da Itália em que slogans da Liga Norte encontraram terreno fértil. E aparece como uma coincidência significativa que este reconhecimento tenha chegado em dias em que na Itália e na Europa volta-se a discutir com tom áspero o problema da imigração.

É uma boa oportunidade para dizer que o rosto da acolhida é um rosto extremamente humano, que todos vivemos – disse Calò, professor de filosofia em uma escola de Treviso – porque todos nós fomos acolhidos e todos nós acolhemos. Portanto, uma dimensão bela que deve ser conjugada no positivo. Estou convencido de que este prêmio nos dará uma força moral enorme, um impulso adicional para sermos testemunhas corajosas. Porque devemos ter a coragem de mostrar ao máximo esse rosto e não ter medo de dizer também à política que se pode fazer, caso se queira. Descobrir que será uma riqueza para ambas as partes. O empenho será cada vez mais determinado para que todos entendam que esta é uma grande oportunidade. E farei de tudo – conclui – para que também em nível europeu se possa pensar em modo construtivo a um início de uma solução para o problema da migração”.

A cerimônia de premiação será realizada nos dias 9 e 10 de outubro em Bruxelas e Calò – que no ano passado já havia recebido um prêmio do presidente da República, Sergio Mattarella – irá com sua esposa e um dos seis jovens que acolheu. Aliás, todos os seis estão trabalhando e prontos para ir embora quando conseguirem atingir uma condição de independência. Quando isso acontecer, outros vão tomar o lugar deles. A Casa Calò continua aberta.

Entre os cinquenta vencedores do Prêmio de Cidadão Europeu, que chega à sua décima primeira edição, há outros três italianos: padre Virginio Colmegna, ex-diretor da CaritasLombardia, ativo desde os anos 80 como fundador de comunidades de acolhida no campo do sofrimento psíquico e de menores, bem como para a reintegração de presos; Paola Scagnelli, Chefe de Radiologia do Hospital Lodi, que durante suas férias oferece seu serviço médico em Tabora, Tanzânia, em uma casa de família administrada pelas Irmãs da Providência para crianças abandonadas; e a Fundação sem fins lucrativos com sede em Brescia, que, através do Centro Infantil Francesco Faroni, assiste gratuitamente a noventa menores autistas a partir dos dois anos de idade.

(L’Osservatore Romano)

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2018-06/premio-cidadao-europeu-2018-familia-acolheu-seis-jovens-migrante.html


Situação das Igrejas no Oriente Médio, um dos temas da Roaco

O presidente da Roaco, Cardeal Leonardo Sandri, presidirá a celebração eucarística de ação de graças, na próxima quarta-feira (20/06), na Igreja de Santo Spirito in Sassia, em Roma.

Cidade do Vaticano

A Congregação para as Igrejas Orientais informa que, na tarde desta terça-feira (19/06), terá início a 91ª sessão plenária da Reunião das Obras para Ajuda às Igrejas Orientais (Roaco), que prosseguirá até a próxima sexta-feira, 22, por ocasião de seu 50º aniversário de fundação. Os trabalhos se realizarão na Cúria Geral da Companhia de Jesus.

O presidente da Roaco, Cardeal Leonardo Sandri, presidirá a celebração eucarística de ação de graças, na próxima quarta-feira (20/06), na Igreja de Santo Spirito in Sassia, em Roma, e confiará os trabalhos da plenária à intercessão da Virgem Maria, com uma oração particular pelos benfeitores vivos e mortos.

No programa da quarta-feira, 20, algumas considerações sobre a situação das Igrejas no Oriente Médio, com atenção particular à Turquia, Síria, Iraque e Terra Santa. Participam os representantes pontifícios da Síria, cardeal Mario Zenari, da Turquia, dom Paul Russell, do Iraque e Jordânia, dom Alberto Ortega; o mons. Segundo Tejado Muñoz, subsecretário do Dicastério para Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, e o vigário apostólico de Anatólia, dom Paolo Bizzeti. O secretário das Relações com os Estados, dom Paul Richard Gallagher, também falará nesse dia.

A situação na Terra Santa também será debatida no encontro, e serão verificadas provenientes da coleta da Sexta-feira Santa. Estarão presentes o delegado apostólico de Jerusalém, dom Leopoldo Girelli, o custódio da Terra Santa, fr. Francesco Patton, e o vice-chanceler da Universidade de Belém, fr. Peter Bray.

A quinta-feira, 21, será dedicada à reflexão sobre o tema “Diáspora na Europa. Caudas da imigração e os desafios para o cuidado pastoral dos fiéis orientais na Europa”.

Esse dia contará com a presença do Embaixador da União Europeia junto à Santa Sé, Jan Tombiński, e do membro do Dicastério do Serviço para o Desenvolvimento Humano Integral, dom Silvano Maria Tomasi, que falarão sobre o tema migração.

Na manhã de sexta-feira, 22, está prevista a audiência com o Papa Francisco.

Essa assembleia da Roaco coincide com o 50º aniversário de sua fundação e para a ocasião será apresentado um volume comemorativo.

Durante os dias de trabalho estarão presentes várias pessoas que nos anos precedentes representaram várias agências e alguns ex- membros do discastério que acompanharam a Roaco.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2018-06/situacao-igrejas-oriente-medio-roaco.html


Vigário na Arábia agradece apelo do Papa, mas alerta para perigo de uma “catástrofe ainda maior”

A ofensiva da coalizão saudita para conquistar no Iêmen o porto de Hudaydah, único ponto de entrada das ajudas humanitárias, continua. Dom Paul Hinder, vigário apostólico na Arábia meridional, diz que a voz do pontífice é uma referência importante ao diálogo, mas alerta para o perigo de uma “catástrofe ainda maior”.

Cidade do Vaticano

A voz de paz do Papa Francisco “é a única que ainda pode ter uma certa influência”, por isso seu apelo ao diálogo e à reconciliação é “sempre importante”. A esperança é que suas palavras encontrem seguidores entre “os encarregados de tomar decisões”.

Foi o que afirmou à Agência Asianews o vigário apostólico do sul da Arábia (Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen), Dom Paul Hinder,  depois do apelo de paz pelo Iêmen lançado pelo Papa Francisco no Angelus de domingo, 17.

O Papa renovou o convite à comunidade internacional para não poupar esforços em levar com urgência as partes envolvidas à mesa de negociações, e assim evitar um agravamento da situação.

Dia de oração pela paz no Iêmen

Dom Hinder acompanha com atenção a escalada da violência no país árabe. “Para o sábado 23 de junho – revela o prelado – convoquei um dia de oração no Vicariato, pela Paz no Iêmen. Para não esquecer as vítimas deste conflito e os mártires que são contados até mesmo dentro da comunidade cristã, incluindo as quatro irmãs de Madre Teresa “, mortas em março de 2016 em Aden.

Arábia Saudita x Irã

Há dias está em curso no país árabe uma ofensiva de forças sauditas, pela conquista do Porto de Hudaydah, subtraindo-o do controle das milícias Houthi, apoiadas pelo Irã. A área é de grande importância estratégica, pois é o único ponto de chegada de ajuda humanitária, destinada a uma população prostrada por mais de três anos de guerra.

Ao menos 250 mil pessoas correm risco de vida. Neste contexto de guerras e divisões que já causaram pelo menos 10 mil vítimas, soma-se o bloqueio imposto por Riad em novembro. Cerca de sete milhões de pessoas dependem da ajuda e assistência humanitária para sobreviver.

No domingo, 17, pelo quinto dia consecutivo, foram registrados intensos combates. As forças pró-governo, apoiadas pelos sauditas, trocaram morteiros com o Houthi perto do aeroporto. Os militares continuam o avanço do sul a oeste, conquistando cada vez mais porções do território.

Fontes médicas e militares falam de pelo menos 139 combatentes mortos. No entanto, as milícias Houthi negam as versões oficiais e afirmam que a resistência continua. A eventual conquista do Porto de Hudaydah representaria a mais importante vitória da coalizão saudita nesta guerra.

Pessismismo em relação ao futuro

Comentando as violência e as tensões, Dom Hinder enfatiza que os combates desses dias em Hudaydah, acontecem em uma “uma área estratégica e vital para o país”. Pela região entram ajudas e bens de primeira necessidade, “fundamentais para a sobrevivência de parte da população, especialmente aqueles que vivem nas áreas montanhosas. Se a ajuda parar, será uma catástrofe ainda maior “.

Para o futuro próximo e sobre o desdobramento da situação, o vigário na Arábia não esconde “um certo pessimismo: tudo depende de como os vencedores da ofensiva agirão. O que é certo, é que as tensões estarão destinadas a recair sobre as pessoas. O caminho – conclui – seria – o do diálogo e da reconciliação, mas até hoje, ninguém quis segui-lo. A lógica da combate frontal prevalece, o tudo ou nada”. (Agência Asianews)

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-06/vigario-apostolico-arabia-agradece-palavras-papa-francisco.html


Papa Francisco provoca e os jovens respondem: como viver a sã inquietude?

Quatro jovens brasileiros reagem à provocação feita pelo Pontífice na Audiência Geral de quarta-feira, quando pediu que os jovens não se contentem com uma vida sem cores.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“A vida do jovem é ir avante, ser inquieto: a inquietude salutar, a capacidade de não se contentar de uma vida sem beleza, sem cores. Se os jovens não forem famintos de vida autêntica, para onde irá a humanidade?”

Essas palavras do Papa Francisco foram pronunciadas na Audiência Geral da última semana, em que o Pontífice propôs uma sã inquietude aos jovens.

E eles, como responderam a esta provocação? Ouça os testemunhos de Claudiana (Quixadá/CE), Pedro Luvizotto (São José dos Campos/SP), Tâmara Carvalho (Rio de Janeiro/RJ) e Elói Farias (Nova Iguaçu/RJ).

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-06/papa-francisco-jovens-inquietude.html


Colóquio Santa Sé-México: por uma migração segura, ordenada e regular

O Colóquio, que concluiu-se no Vaticano, aprofundou três temas principais: progresso e implicações do Pacto Global por uma migração segura, ordeira e regular; migração e desenvolvimento na perspectiva do Pacto Global e migração e mídia à luz do Pacto Global.

Roberto Piermarini – Cidade do Vaticano

No final do Colóquio, que foi uma continuação do que aconteceu na Chancelaria do México em 2014, foram divulgadas as conclusões nas quais se enfatiza que na Mensagem dirigida aos participantes, o Papa Francisco encorajou na missão e no esforço, para que a responsabilidade da gestão global e compartilhada da migração internacional, encontre seu ponto de força nos valores da justiça, da solidariedade e da compaixão.

Ir ao encontro do outro para acolhê-lo, conhecê-lo e reconhecê-lo

O Papa ressaltou que o comportamento fundamental é “ir ao encontro do outro para acolhê-lo, conhecê-lo e reconhecê-lo”.

O governo mexicano reafirmou seu compromisso para que o Pacto Mundial por uma migração segura, ordeira e regular seja um instrumento para transformar visões de curto prazo e introspectivas, em perspectivas amplas e humanas.

Por seu turno, a Igreja Católica no México decidiu comprometer-se em favor dos migrantes, colocando em prática os quatro verbos lançados pelo Papa Francisco no Dia Mundial dos Migrantes 2018 – acolher, proteger, promover e integrar – promovendo a cultura do encontro.

Crianças, as que mais sofrem as consequências das migrações

No decorrer do trabalho, concordou-se sobre a importância de entender a complexidade dos movimentos migratórios contemporâneos, que obedecem a múltiplas causas, e que muitas vezes são determinados por situações de conflito, desastres naturais, pobreza e busca de melhores condições de vida e oportunidades.

As crianças são as que mais sofrem as consequências das migrações forçadas. Aos desafios gerados por esses fluxos, é preciso responder efetivamente, equilibrando os princípios de solidariedade, subsidiariedade e corresponsabilidade.

Ademais, as delegações da Santa Sé e do México concordaram com a necessidade de insistir na centralidade da pessoa humana em todo exercício político, inclusive o de regular os fluxos migratórios, reafirmando a inviolabilidade dos direitos humanos e a dignidade de cada ser humano que se desloca.

Trabalhar no Pacto Global por uma migração segura, regular e ordenada

As partes também foram concordes sobre a oportunidade de empenhar-se por uma governança global dos fluxos migratórios, baseada na co-responsabilidade de todos os atores institucionais e privados, a fim de assegurar uma migração segura, ordeira e regular, em benefício de todas as pessoas envolvidas, e que ajudem a  gerar condições, para que a migração seja uma decisão voluntária e não uma necessidade.

Por essa razão, decidiu-se continuar a contribuir ativamente para o processo que levará as Nações Unidas a adotar um Pacto Global para a migração segura, regular e ordenada,  ainda este ano.

Da mesma forma, considerando a complexidade dos fluxos migratórios contemporâneos, é importante insistir na oportunidade de harmonizar este Pacto com o Pacto Mundial para os Refugiados.

Os migrantes podem enriquecer as sociedades que os recebem

As duas partes estão empenhadas em promover o cumprimento das condições necessárias para que todos os migrantes possam enriquecer as sociedades que os recebem,  com seus talentos e habilidades, e contemporaneamente, contribuir para o desenvolvimento sustentável a nível local, nacional, regional e global.

Por fim, pediram a todos os meios de comunicação para que contribuam, de acordo com suas possibilidades, para difundir  informações corretas e comprovadas sobre os fluxos migratórios e a dissipar aquelas que geram apenas percepções negativas dos migrantes.

Por fim, pediram a todos os meios de comunicação para que contribuam, de acordo com suas possibilidades, para difundir  informações corretas e comprovadas sobre os fluxos migratórios e a dissipar aquelas que geram apenas percepções negativas dos migrantes.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2018-06/santa-se-mexico-defendem-migracao-segura-ordenada-regular.html


Papa Francisco em Genebra: o programa da viagem

Três os compromissos do Papa previstos para o dia 21 de junho, na viagem pelos 70 anos do Conselho Mundial de Igrejas. Encontro também com uma delegação coreana com representantes do Norte e do Sul. O programa foi apresentado no Vaticano pelo diretor da Sla de Imprensa vaticana, Greg Burke.

Michele Raviart – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco irá à Suíça “como peregrino ecumênico” para “caminhar, rezar e trabalhar em conjunto”: foi o que disse o diretor da Sala de Imprensa vaticana Greg Burke, apresentando em um “briefing” a viagem do Pontífice a Genebra prevista para a próxima quinta-feira (21/06), por ocasião dos 70 anos do World Council of Churches (Wcc), o Conselho Mundial de Igrejas, organização ecumênica à qual fazem referência cerca de 500 milhões de cristãos não católicos no mundo.

Os discursos oficiais do Papa

Três os discursos do Papa previstos durante a sua permanência de poucas horas em território suíço. A Suíça será o 35º país a ser visitado por Francisco desde o início do seu Pontificado.

Uma reflexão durante a oração ecumênica no Wcc pela manhã, na presença de cerca de 250 fiéis, e um discurso à tarde, no Visser’t Hoot Hall do Centro, no qual discursarão também o rev. Olav Fyske Tvei, secretário geral do Wcc, o moderador, a Dra. Agnes Abuom. Às 17h30 locais, no Palaexpo de Genebra, o Santo Padre celebrará a Santa Missa, no dia em que a Igreja recorda o santo jesuíta São Luis Gonzaga.

Estão sendo esperados aproximadamente 40.000 fiéis, provenientes também da vizinha França, enquanto telões serão instalados em frente ao prédio. Na conclusão, Dom Charles Morerod, bispo da diocese de Lausanne, Genebra e Friburgo e presidente da Conferência Episcopal Suíça, fará uma saudação ao Papa.

Encontro com uma delegação coreana

Além do encontro, na sua chegada, com o Presidente da Confederação Suíça Alain Berset, com os bispos suíços, o núncio apostólico e o Observador da Santa Sé na ONU em Genebra, após a missa previsto também uma saudação a oito membros coreanos do Wcc, quatro da Coreia do Norte e quatro da Coreia do Sul.

Para o almoço, o Papa Francisco será hóspede do Instituto Ecumênico de Bossey, onde visitará a capela junto com 30 alunos e o padre Lawrence Iwuamadi, primeiro decano católico na história do instituto.

Francisco será recebido por dois ex-guardas suíços

O Papa Francisco será recebido no aeroporto de Genebra, conforme protocolo para visitas papais à Suíça, também por dois ex-guardas pontifícios, enquanto o coronel Cristoph Graf, comandante da Guarda Suíça Pontifícia, fará parte da comitiva papal.

Fonte:  https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-francisco-genebra-wcc-programa.html


Papa: as ditaduras começam com a comunicação caluniosa

Na missa na Casa Santa Marta, o Papa recorda a sedução do escândalo e o poder destrutivo da comunicação caluniosa. Basta pensar na perseguição dos judeus no século passado. Um horror que acontece também hoje.

Debora Donnini – Cidade do Vaticano

Para destruir instituições ou pessoas, se começa a falar mal. A esta “comunicação caluniosa”, o Papa Francisco dedicou a homilia na missa na Casa Santa Marta.

A sua reflexão parte da história de Nabot narrada na Primeira Leitura, no Livro dos Reis. O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e, portanto, rejeita a proposta. Então Acab fica aborrecido “como fazem as crianças quando não obtêm o que querem: chora.

A sua esposa cruel, Jezabel, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, a matá-lo e assim tomar posse de sua vinha. Nabot – notou o Papa – é portanto um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, “uma herança do coração”.

Os mártires condenados com as calúnias

Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estevão e de todos os mártires que foram condenados usando um cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas de “tantos chefes de Estado ou de governo”. Começa com uma mentira e, “depois de destruir seja uma pessoa, seja uma situação com aquela calúnia”, se julga e se condena.

Como as ditaduras adulteram a comunicação

“Também hoje, em muitos países, se usa este método: destruir a livre comunicação”.

Por exemplo, pensemos: há uma lei da mídia, da comunicação, se cancela aquela lei; se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes a julgar essas instituições enfraquecidas, essas pessoas destruídas, condenam e assim vai avante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação, para colocar a comunicação nas mãos de uma pessoa sem escrúpulo, de um governo sem escrúpulo.

A sedução dos escândalos

“Também na vida cotidiana é assim”, destacou o Papa: se quero destruir uma pessoa, “começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”:

E comunicar escândalos é um fato que tem uma enorme sedução, uma grande sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, mas que belo o que fez!” E passa… Mas um escândalo: “Mas você viu! Viu isso! Você viu o que aquele lá fez? Esta situação… Mas não pode, não se pode ir avante assim!” E assim a comunicação cresce, e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No final, não se julgam as pessoas. Julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque não se podem defender.

A perseguição dos judeus

“A sedução do escândalo na comunicação leva justamente ao ângulo, isto é “destrói” assim como aconteceu a Nabot, que queria somente “ser fiel à herança dos seus antepassados” e não vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estevão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem lapidá-lo ao invés de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa. Tantas pessoas são, de fato, destruídas por uma comunicação malvada:

Muitas pessoas, muitos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas. Pensemos por exemplo nas ditaduras do século passado. Pensemos na perseguição aos judeus, por exemplo. Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte.

Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da “capacidade destrutiva da comunicação malvada”. Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em “tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com ‘luvas brancas'” que destruíram países.

Fonte:https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2018-06/papa-francisco-missa-santa-marta-calunia-comunicacao-ditadura.html

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