Por ocasião da festa do padroeiro da ecologia, São Francisco de Assis, no dia 04 de outubro, celebramos a festa em clima do centenário dos 800 anos do Cântico das Criaturas. Nessa belíssima ocasião festiva, a Arquidiocese de Manaus, juntamente com as pastorais sociais, movimentos e a Família Franciscana, organizou o Jubileu da terra, da água e da floresta neste ano jubilar declarado pelo Papa Francisco. Foi nessa perspectiva que nos reunimos na Igreja Nossa Senhora dos Remédios e saímos em peregrinação, rumo à Praça da Matriz (Catedral).
No percurso houve três paradas. A primeira foi a beira do Rio Amazonas, com uma reflexão voltada para a importância da água na vida do ser humano. Esse elemento natural não deve ser tratado como se fosse uma mercadoria. Não se deve privatizá-lo, pois é um direito de todos e dever da sociedade no cuidado e na correta distribuição à população, sem excluir ninguém. Também é necessário e urgente tomar consciência da atual situação em que se encontram os nossos rios e igarapés, totalmente contaminados.
As reflexões foram permeadas com músicas apropriadas. Vale ressaltar que todas as músicas ao ritmo amazonense, ajudaram os caminhantes a rezar e se concentrar na temática de forma orante e ao mesmo tempo questionadora.
A segunda parada deu-se em frente ao Mercado Municipal, com uma fala também voltada para a justiça no uso dos recursos naturais e focada na preservação e no cuidado do meio ambiente. As pessoas que trabalham para levar o sustento para sua família têm a responsabilidade de cuidar do meio ambiente.
A terceira e última parada, aconteceu na Praça da Igreja Matriz. Contou com a participação da Família Franciscana. Leu-se alguns fragmentos da Carta dos Ministros Gerais em razão dos 800 anos do Canto das Criaturas. Um belíssimo hino de louvor ao Deus Criador, composto por São Francisco de Assis no ano de 1225, que nos desafia ainda hoje a reverenciar, cuidar e respeitar cada elemento da natureza, cada ser criado e de modo especial o ser humano.
Após a leitura, foi entoado o hino de júbilo. Todos foram convidadas/os a nos “apropriarmos” do mesmo, com toda a sua riqueza e irmanadas/os a trabalhar na defesa e no cuidado da nossa Casa Comum, como bem ensinou o nosso saudoso Papa Francisco em sua Encíclica Laudato Si.
“Louvado sejas, meu Senhor, com todas as suas criaturas”. “O Cântico do Trovador de Deus é música, talvez até antes de ser palavra, pois Francisco desejava que, por meio do canto, se anunciassem o perdão e a paz aos poderes em conflitos”.
Paz e bem!
Irmã Nilda Munis da Costa, FMM




















