Beato Claúdio Granzotto, 15 de agosto

346

Nasceu numa povoação vizinha de Treviso, a norte de Veneza, a 23 de agosto de 1900. O seu primeiro modo de vida foi pedreiro, até aos 17 anos, depois passou à carreira militar durante três anos, e a seguir frequentou durante sete anos a academia de Belas Artes de Veneza, onde completou o curso de escultura. Em 1939 ingressou na ordem franciscana e viveu em conventos da região do Véneto. Morreu no hospital de Pádua, vitimado por um tumor no cérebro, na manhã da Assunção de 1947. Foi sepultado junto à Gruta da Imaculada, por ele construída, nas proximidades de Vicenza. Toda a sua vida procurou seguir sempre o filão do mais alto valor, e daí a sua trajetória pouco retilínea.

Quando na mente lhe brilhava uma ideia mais elevada, nunca mais a largava: aferrava-se a ela, e encarnava-a, ou no mármore ou na alma. Assim, aos 22 anos, agitado por um instinto profundo, rompeu com o seu ofício primitivo de pedreiro para se inscrever na durante sete anos trabalhou e sofreu muito, sem desfalecer, até conseguir, em 1929, o diploma de escultor, com a classificação máxima.
Também no campo da fé se empenhou a fundo. Começou por se comprometer na Ação Católica, estimulando várias iniciativas importantes, como a comunhão frequente, a leitura da boa imprensa, a adoração durante uma noite inteira uma vez por mês, várias formas de mortificação como o uso de cilício, dormir no chão, e o voto privado de castidade.

Nele se conjugaram em perfeita harmonia, como irmãs, a arte e a virtude, para fazer dele uma obra-prima. Com 33 anos, na plena pujança da vida, rodeado dos mais cobiçados bens terrenos, como bem-estar, fama, riqueza e amor terreno, aparece-lhe outro filão de maior valor, e segue-o. Entra no convento de São Francisco do Deserto, em Veneza, onde não deixou de ser o artista diáfano e passou a ser o religioso entusiasta da sua vocação.

Ao elevar-se no amor a Deus e aos irmãos, também se elevou na inspiração artística. Fez da arte sacra um meio de ação apostólica. Construiu quatro Grutas de Lurdes, altares para igrejas, esculpiu anjos em adoração, santos em êxtase, virgens inspiradas e majestosas e sugestivas imagens de Cristo. Tornou-se um carismático do cinzel, ocupando um lugar de relevo no seio da comunidade artística cristã do século XX. Como frade, em coerência com o seu espírito de humildade, renunciou à proposta de aceder ao sacerdócio. Preferiu ofícios humildes e ocultos, foi exímio na oração e penitência, mostrou sempre predileção pelos pobres e necessitados, em especial durante a guerra. A sua ousadia espiritual atingiu o zênite em 1944, quando ofereceu a Deus a vida como vítima voluntária pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. Tal como tinha predito, subiu da terra ao céu no dia da Assunção, em 1947.

Disponível em: http://franciscanosparacadadia.blogspot.com/2012/08/15-de-agosto-beato-claudio-granzotto.html

DEIXE UM COMENTÁRIO

Deixe seu comentário
Coloque seu nome aqui