Giro com Papa Francisco

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Papa: N. Senhora Aparecida, sinal que impulsiona a unidade na solidariedade e justiça

Cidade do Vaticano – Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. O Papa interrompeu sua saudação para ouvir o cântico e a saudação dos brasileiros presentes em grande número na Audiência Geral desta quarta-feira:

 

 

“Saúdo todos os peregrinos do Brasil e de outros países de língua portuguesa, particularmente os diversos grupos de sacerdotes, religiosos e fiéis brasileiros residentes em Roma, que vieram a esta Audiência para dividir a alegria pelo jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, cuja festa se celebra amanhã. A história dos pescadores que encontraram no Rio Paraíba do Sul o corpo e depois a cabeça da imagem de Nossa Senhora, e que foram em seguida unidos, nos lembra que neste momento difícil do Brasil, a Virgem Maria é um sinal que impulsiona para a unidade construída na solidariedade e na justiça. Que Deus lhes abençoe”.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/10/11/papa_na_audi%C3%AAncia_geral_recorda_nossa_senhora_aparecida/1342157


Papa: quanto mais escura a noite, mais próxima a aurora

Cidade do Vaticano – “Cada manhã é uma página branca que o cristão começa a escrever com as obras de bem” e “nenhuma noite é longa a ponto de fazer esquecer a alegria da aurora”, “ a certeza de que no final de nossa história está Jesus Misericordioso, é suficiente para ter confiança e não amaldiçoar a vida”.

O Papa dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (11/10) ao tema da “espera vigilante”.  Um tema – explicou – que “ é um dos fios condutores do Novo Testamento”.

Falando aos mais de 20 mil peregrinos presentes na Praça São Pedro, Francisco recordou que o Evangelho nos recomenda a ser “como servos que nunca dormem, até que o seu patrão volte. Este mundo exige a nossa responsabilidade e nós a assumimos inteiramente, com amor. Jesus quer que a nossa existência seja laboriosa, que nunca baixemos a guarda, para colher com gratidão e estupor cada novo dia a nós doado por Deus. Cada manhã é uma página branca que o cristão começa a escrever com as obras de bem”.

Nós já fomos salvos pela redenção de Jesus – reiterou o Papa – mas agora “esperamos a plena manifestação de seu senhorio”, “e quando este dia chegar, nós cristãos queremos ser como aqueles servos que passaram a noite com as cinturas cingidas e as lâmpadas acesas: é necessário estar prontos para a salvação que chega, prontos para o encontro”:

O cristão não é feito para o tédio, mas para a paciência. Sabe que também na monotonia de certos dias sempre iguais, está escondido um mistério de graça. Existem pessoas que com a perseverança de seu amor se tornam como poços que irrigam o deserto. Nada acontece em vão, e nenhuma situação em que o cristão se encontra mergulhado é completamente refratária ao amor. Nenhuma noite é longa a ponto de fazer esquecer a alegria da aurora. E quanto mais escura é a noite, mais próxima é a aurora. Se nos mantivermos unidos a Jesus, o frio dos momentos difíceis não nos paralisa; e mesmo se o mundo inteiro pregasse contra a esperança, se dissesse que o futuro trará somente nuvens escuras, o cristão sabe que neste mesmo futuro está a volta de Cristo”.

Ninguém sabe quando isto acontecerá – recordou o Papa –  “mas a certeza de que no final de nossa história está Jesus Misericordioso, é suficiente para ter confiança e não amaldiçoar a vida”.

O fato de termos conhecido Jesus – sublinhou – nos faz “perscrutar a história com confiança e esperança”:

Jesus é como uma casa, e nós estamos dentro, e das janelas desta casa nós olhamos o mundo. Por isto, não nos fechemos em nós mesmos, não lamentemos com melancolia um passado que se presume dourado, mas olhemos sempre em frente, para um futuro que não é somente obras de nossas mãos, mas que antes de tudo é uma preocupação constante da providência de Deus. Tudo isto que é opaco, um dia se tornará luz”.

“Deus não desmente a si mesmo”, frisou o Santo Padre. “A sua vontade em relação a nós não é nebulosa, mas é um projeto de salvação bem delineado, Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”:

Por este motivo, não nos abandonemos ao fluir dos eventos com pessimismo, como se a história fosse um trem do qual se perdeu o controle. A resignação não é uma virtude cristã. Como não é cristão erguer as costas ou baixar a cabeça diante de um destino que nos parece inelutável”.

Quem traz esperança ao mundo nunca é uma pessoa remissiva, assim como “não existe construtor de paz, que no final das contas, não tenha comprometido a sua paz pessoal, assumindo os problemas dos outros”.

“A pessoa remissiva – observou o Papa – não é um construtor de paz, mas um preguiçoso, alguém acomodado. Já o cristão, é construtor de paz quando se arrisca, quando tem a coragem de se arriscar para levar o bem, o bem que Jesus nos deu, nos deu como um tesouro”.

Ao concluir, o Papa convidou a todos para repetir a invocação que os primeiros discípulos, em aramaico, exprimiam com as palavras Marana tha e que encontramos no último versículo da Bíblia: “Vem Senhor Jesus”, “um refrão – observou – de cada existência cristã: no mundo não temos necessidade de outra coisa, senão de um carinho de Cristo”.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/10/11/papa_quanto_mais_escura_a_noite,_mais_pr%C3%B3xima_a_aurora/1342150


Papa: a doutrina é realidade viva que precisa progredir

Cidade do Vaticano – “Quem ama quer conhecer melhor a pessoa amada, para descobrir a riqueza que e esconde nela e que dia a dia aparece como uma realidade sempre nova.” Foi o que disse o Papa Francisco recebendo em audiência na Sala do Sínodo, no Vaticano, no final da tarde desta quarta-feira, os participantes do encontro promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, na celebração pelos 25 anos da Constituição apostólica Fidei depositum.

Francisco ressaltou, logo de início, que o vigésimo quinto aniversário da Constituição apostólica Fidei depositum, com a qual São João Paulo II promulgava o Catecismo da Igreja Católica – trinta anos depois da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II – “é uma significativa ocasião para verificar o caminho percorrido nesse espaço de tempo”.

Dito isso, destacou que o foi, sobretudo, para permitir que a Igreja chegasse finalmente a apresentar, com uma linguagem renovada, a beleza da sua fé em Jesus Cristo, que o Papa João XXIII sonhara e quisera Concílio, “não para condenar”.

Tendo se referido ao Bom Papa João em seu discurso de abertura do Vaticano II, no qual afirmava a necessidade de que “a Igreja não se aparte do patrimônio sagrado das verdades, recebidas dos seus maiores; mas, ao mesmo tempo, deve também olhar para o presente, para as novas condições e formas de vida do mundo, que abriram novos caminhos ao apostolado católico”, Francisco evidenciou que “o nosso dever – disse citando João XXIII – é não só guardar este tesouro precioso, como se nos preocupássemos unicamente da antiguidade, mas também dedicar-nos com vontade pronta e sem temor àquele trabalho que o nosso tempo exige, prosseguindo assim o caminho que a Igreja percorre há vinte séculos”.

“Guardar” e “prosseguir” foram as palavras destacadas pelo Santo Padre como incumbência que cabe à Igreja por sua própria natureza, a fim de que a verdade contida no Evangelho feito por Jesus possa alcançar a sua plenitude até ao fim dos séculos.

“Tal é a graça que foi concedida ao Povo de Deus; mas é igualmente uma tarefa e uma missão, cuja responsabilidade carregamos: anunciar de modo novo e mais completo o Evangelho de sempre aos nossos contemporâneos. Assim, com a alegria que provem da esperança cristã e munidos do ‘remédio da misericórdia’, vamos ao encontro dos homens e mulheres do nosso tempo para lhes permitir a descoberta da inexaurível riqueza encerrada na pessoa de Jesus Cristo”, acrescentou.

Ao apresentar o Catecismo da Igreja Católica, São João Paulo II afirmava que ele ‘deve ter em conta as explicitações da doutrina que, no decurso dos tempos, o Espírito Santo sugeriu à Igreja. É também necessário que ajude a iluminar, com a luz da fé, as novas situações e os problemas que no passado ainda não tinham surgido’, lembrou o Papa Francisco.

Por isso, frisou ainda o Papa, este Catecismo constitui um instrumento importante não apenas porque apresenta aos crentes os ensinamentos de sempre para crescerem na compreensão da fé, mas também e sobretudo porque pretende aproximar os nossos contemporâneos, com suas problemáticas novas e diversas, da Igreja, comprometida na apresentação da fé como resposta significante para a existência humana neste momento histórico particular.

Assim, acrescentou, não basta encontrar uma nova linguagem para expressar a fé de sempre; “é necessário e urgente também que, perante os novos desafios e perspetivas que se abrem à humanidade, a Igreja possa exprimir as novidades do Evangelho de Cristo que, embora contidas na Palavra de Deus, ainda não vieram à luz”, destacou o Pontífice.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/10/11/papa_a_doutrina_%C3%A9_realidade_viva_que_precisa_progredir/1342398

 

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