Nos Passos de Francisco: Pensamento Franciscano e obras para o mundo

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Na Escola de Paris, o mais conhecido doutor franciscano foi Alexandre de Hales. Sua sabedoria e simplicidade se contrapõe ao modo como era reverenciado: Doutor Invencível, Fonte da Vida e Rei dos Teólogos. A sua importante Suma Teológica e Filosófica, que foi editada pela famosa escola de Quaracchi fez a aproximação da teologia cristã católica com a filosofia aristotélica. São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico (1274) e São Boaventura, o Doutor Seráfico (1274), foram seus alunos. Inspirado na boa formação que recebe de Alexandre de Hales, São Boaventura escreve o Breviloquium, muito importante para as escolas medievais e uma referência para a teologia do tempo e um dos mais brilhantes compêndios de Teologia Dogmática que possuímos.

Um dos mais referentes escolásticos foi João Duns Scotus que ensinou em Oxford, Pris e Colônia. O conhecido Doutor Sutil, é também intitulado o Doutor de Maria. Santo Afonso de Liguori o considera um pensador e escritor moderno. Duns Scotus morreu em 1308, com 34 anos de idade e foi o que abriu caminho para a defesa do Dogma da Imaculada.

Na exegese, desponta Frei Nicolau de Lira (1340), fez ótimos comentários e homilias de alcance popular sobre a Sagrada Escritura com muitas edições, lidos por católicos e não católicos nos séculos XV e XVI. As Concordâncias da Sagrada Escritura, escritas por Santo Antônio de Pádua e o Dicionário Bíblico, de Frei João Marchesino de Reggio (1300), são os mais antigos trabalhos no gênero exegético da Ordem.

Na Teologia Moral se distinguem Frei João de Erfurt (1300), Frei Antônio de Asti (1330), Frei Nicolau de Ósimo (1450), Frei Pacífico de Ceredano (1482), e o Beato Frei Ângelo Carleto de Clavásio (1495), Frei William Herinx (1678), Frei Patrício Sporer (1683), Frei Anacleto Reiffenstuel (1703) e Frei Benjamin Elbel (1755). Os três últimos são muito citados.

A primeira enciclopédia surgida já na Idade Média, a De Proprietatibus Rerum, é uma obra de Frei Bartolomeu, no século XIII. Frei Francisco Mayron (1327), introduziu na Universidade de Paris o Actus Academicus, que era uma discussão pública de um tema acadêmico que durava um dia inteiro.

Frei Vitório Mazzuco

CONTINUA
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Imagem: “São Boavenntura recebe o hábito de São Francisco”, com autorização dada de uso da imagem pelo Museo do Prado (https://www.museodelprado.es/)

Fonte: carismafranciscano.blogspot

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