O Rosário mundial no mês de maio é um testemunho de amor, diz padre Cechin

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O mundo que invocará Maria ao longo do próximo mês de maio com o Rosário diário conduzido por trinta santuários internacionais e transmitido nos canais sociais da Santa Sé, pode ser considerado como o profundo gesto de amor de um namorado por sua namorada.

A comparação, com sólidas referências teológicas, é do padre Stefano Cecchin, presidente da Pontifícia Academia Mariana Internacional (PAMI), que destaca como a iniciativa, fortemente desejada pelo Papa Francisco com o título ‘De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus’ para pedir o fim da pandemia, é um ato que confirma o ensinamento da Igreja “segundo o qual Deus nos deu Maria, para que nunca estivéssemos sozinhos. Maria é aquela que nas Bodas de Caná estava atenta às necessidades dos esposos e é ela que continua a estar atenta a nós até hoje”. Sobretudo nos momentos difíceis: “É neste período conturbado que devemos recorrer a Ela, nossa mãe”, acrescenta o padre Cecchin.

Esta iniciativa, que terá início no dia 1 ° de maio e se concluirá no dia 31 pelo Papa Francisco, pode realmente ser considerada um gesto de um enamorado?

R. – Certamente. A relação entre Deus e seu povo é uma relação entre o esposo e a esposa. Quando o anjo aparece a Maria, ele lhe diz: alegra-te Maria, exulta, kecharitomene, que em grego significa amada pelo Senhor. O anjo revela, naquele momento, uma realidade fundamental: que Maria é a amada; como no batismo no Jordão, Deus revela quem é Jesus: o amado. Portanto, o princípio fundamental da fé cristã é descobrir o amor de Deus, e esse amor de Deus sempre leva a querer estar com a amada.

Por que o Rosário é considerado uma oração poderosa?

R. O Rosário não é liturgia, mas é muito semelhante a ela. No passado, a liturgia era uma realidade reservada apenas ao clero, enquanto o povo de Deus tinha essas orações. No Rosário, a Ave Maria é uma oração bíblica onde no centro está o nome de Jesus e na sua totalidade medita continuamente na vida de Jesus e de Maria. Em suma, o Rosário nos remete à força do Evangelho e não deve ser recitado como se fosse um ritual mágico, mas com a intenção de estar com Maria para amar Jesus. O espírito de Deus desce sobretudo no Cenáculo onde está Maria, a grande testemunha da vida de Jesus. Assim nós, com o Rosário, meditamos, revivemos o amor de Maria por Jesus. E este amor é a força que nos ajuda a vencer o mundo.

Mas Nossa Senhora sempre nos ouve? E por quê?

R.- Jesus, da Cruz, olha para a mãe e para o discípulo amado e para a mãe diz: eis o teu filho. A nova Jerusalém, que reúne todos os filhos dispersos e que os judeus pensavam ser uma Jerusalém de pedra, é Maria. E a Virgem, sendo assunta ao céu de corpo e alma, continua o seu papel de mediadora, como reitera o Concílio Vaticano II: certamente, não é Maria quem faz milagres, mas ela pede a Deus para nos ajudar, como uma boa mãe. Este é o motivo de tantas aparições marianas em todo o mundo e os santuários são o testemunho de como Deus continua a estar presente no mundo por meio de Maria.

Não se deve esquecer que esta iniciativa terá lugar em maio, mês que muitas Igrejas dedicam a Maria …

R.– É o mês que para nós ocidentais, latinos, era o mês das flores e dos namorados. Os jovens preparavam as coroas de flores e as levavam para suas amadas. Agora este mês se tornou um símbolo de quem ama Maria, nossa mãe. O Rosário nasceu justamente por isso: para homenagear Maria com as rosas de nossas orações.

Fonte: Vatican News

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