Percorrer o caminho da Espiritualidade Franciscana é trilhar um caminho do enamoramento, do apaixonar-se pela pessoa de Jesus Cristo, e por isso ao compromisso: “É isto que eu quero, é isto que eu procuro, é isto que eu desejo fazer de todo meu coração!” (1Cel 22).
Para Francisco o valor maior era voltar para o nível de existência com o Criador, pois o amor nunca se esgota. Na mística de Francisco existe o tripé: O Cristo do presépio (encarnação), altar (Eucaristia) e a cruz (paixão). Esses elementos foram importantes para a sua vida.
A espiritualidade franciscana é a inspiração da experiência humana, sendo que a palavra de Deus não é apenas um texto, mas alguém falando, o amado. Assim, somos plasmados no amor, e que o melhor do ser humano vem de Deus. Vimos que há três beijos do Senhor: A criação – Sopro do criador; da Encarnação – O amor tomou forma, e o Sopro do Espírito – Deus oferece a vida em nós.
São Francisco recebeu as marcas do amor e se colocou como servo de Deus, homem de Deus, peregrino do Absoluto, pobre por amor, pois Deus é relação, atração, aproximação, onde o homem não se sente reprimido. Não é possível instaurar uma paixão por alguém se não nos apaixonarmos pelo mesmo que ele ama. É preciso amar muito o amor daquele que muito amou. Portanto, Jesus para Francisco é a máxima experiência de fé. O Evangelho é a manifestação real da manifestação divina. “Ninguém se apaixona diante do vazio”, Frei Vitório Mazzuco.
A espiritualidade franciscana abraça os sentidos: VER – É imediato, é perceber e constatar a existência; TOCAR – Colocar a mão, nascemos pela mão; OUVIR – Perceber o som, e o SENTIR – o gosto e o cheiro, relatar a percepção. E para criar o humano: CORPO – Sua imagem; ESPÍRITO – Sua semelhança e a CORPOREIDADE – Sua espiritualidade. Onde a essência do humano é ser a encarnação do amor de Deus. Ele cria por amor e nós recriamos por amor. Trazendo assim, virtudes e dons. A mística é a união amorosa com o mistério através da contemplação do mistério.
Deus é formalmente e essencialmente amor, não somente nas suas obras, mas no seu ser. É o mistério do amor. Portanto, carregamos em nós a sanguinidade humana e espiritual.
Irmã Maria das Dôres do Nascimento, IMFSA
Irmã Daniele Souza do Nascimento, CFA
ENCONTRANDO O SENHOR…
1. Deus quer me conduzir e eu sempre a resistir, mas hoje não tive sorte, pois meu Deus foi muito mais forte.
2 . Levou-me para o interior, esta obra que Ele fez, mostrando as riquezas e dons que Ele em mim plantou.
3. Fiquei um pouco assustada e o medo apareceu, mas Deus com toda ternura, sorridente me acolheu.
4. Olhe minha querida filha, eu te quero muito bem. Moldei-te com tanto amor, tu és cuidado meu, também.
5. Fomos juntos passear pelo interior da obra criada. Ali me senti confusa, pois não conhecia quase nada.
6. Depois Ele me disse: minha filha muito amada, Eu só quero o teu amor, vivendo como consagrada.
7. Fiquei muito admirada com um Deus tão apaixonado. Não tive outra opção e lhe entreguei meu coração.
Autora: Irmã Ceris Oliveira, FPCC.



















