Bem-aventurado Ippolito Galantini

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Religioso da Ordem Terceira (1565-1619). Fundador da Congregação da Doutrina Cristã. Beatificado por Leão XII em 12 de julho de 1825.

Ippolito Galantini nasceu em Florença de uma família de trabalhadores muito honesta. Ele era um tecelão de pano e seguia a antiga tradição florentina. Sério, atencioso, dedicava as horas de folga no trabalho para a educação religiosa das crianças, especialmente as crianças de rua. Ele se juntou a outros artesãos também honestos. No ensino catequético, mostrou aptidão de tal forma que o Cardeal Alessandro Medici, depois o Papa Leão XI, nomeou-o professor da doutrina cristã da Arquidiocese de Florença.

Desejoso de uma maior perfeição, pediu para ser admitido entre os Capuchinhos, mas devido a sua saúde não pôde realizar seu sonho. Ele retomou sua atividade de ensino religioso com renovado vigor, enquanto ajudava seu pai no trabalho manual.

Em 14 de outubro de 1602, em um oratório doado por seus concidadãos, tomou o hábito como terceiro franciscano e fundou a Congregação de São Francisco de Assis para a Doutrina Cristã. Em outras cidades, fundou congregações iguais, como em Lucca, Pistoia, Modena, Volterra e em outros lugares, onde permaneceu por algum tempo. Verdadeiro filho do povo, Ippolito foi inteiramente dedicado ao apostolado da instrução religiosa para as classes mais baixas. No campo prático do apostolado é, sem dúvida, uma das principais figuras. Pertenceram à sua Congregação personagens de posição social elevada, que não se sentiam humilhados em se juntar a ele, um trabalhador pobre, para se tornarem professores de catequese do povo.

Por 14 anos ele sofreu de uma enfermidade atroz, que suportou com grande espírito de sacrifício e renúncia. Ele morreu em Florença, em 20 de março de 1619, aos 54 anos, chorado por todos. Tal era sua fama de santidade, que seu túmulo se tornou uma rota de peregrinações devotas. Pessoas de todas as classes sociais pediam graças a Deus pelos méritos do bem-aventurado servo.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

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