Francisco de Assis: 800 anos da Regra, dos Estigmas, do Cântico das Criaturas e de sua Morte

Francisco de Assis: 800 anos da Regra, dos Estigmas, do Cântico das Criaturas e de sua Morte

Este livro nasce do desejo de ajudar na vivência dos quatro oitavos centenários da vida de Francisco. O centenário de sua Regra, aquela aprovada com Bula em 1223; o centenário dos Estigmas, de setembro de 1224; o da composição do Cântico do Irmão Sol na primavera de 1225; e, por fim, o centenário de seu Passamento em 1226. Por este último optamos por abordar o seu Testamento, não só porque foi escrito nos últimos dias de vida, mas também porque é o escrito em que o autor faz uma síntese de seu percurso humano e espiritual.
Celebrar um fato do passado é revivê-lo. Jamais será possível fazê-lo acontecer novamente, exatamente do mesmo jeito. No entanto, é sempre uma oportunidade para revisitar o seu contexto. Estas visitas são portadoras de luzes. Elas desvelam novas facetas do passado. Dados até poucas décadas desconhecidos, hoje se tornam verdadeiras balizas no mapa da mina.
As realidades lembradas nesses diversos centenários não foram estanques e nem repentinas na vida de Francisco de Assis, assim como não o seriam na vida de qualquer um de nós. São, antes, resultantes de um processo lento, gradual e permanente de maturação. A riqueza de abordagem destes quatro fatos advém da perspectiva de seu desenvolvimento histórico. Por isso, cada um dos centenários acaba por se tornar um mirante para ver o todo da pessoa e vida de Francisco. É sempre o conhecimento de Francisco o objetivo último deste ensaio, além de aprofundar cada dos fatos celebrados nos centenários.
Os centenários são frutos colhidos ao longo de apenas quatro anos (1223 a 1226) de história, mas suas raízes alcançam os primeiros tempos de sua conversão. Assim, a Regra, cuja versão final foi concluída em 1223, começou com os três versículos encontrados na tríplice abertura do evangeliário na igreja de São Nicolau, constituindo-se na primeira regra do grupo, iniciado em 1208. Da mesma forma com os Estigmas de setembro de 1224; seu processo tem início com a experiência diante da Cruz de São Damião, de 1206, culminando em 1224. Algo similar ocorreu com o Cântico do Irmão Sol. Não é fruto apenas da experiência de já estar no céu que lhe possibilitou expressar-se com este belíssimo hino de louvor ao Criador, em 1225. Há muitos anos Francisco se autoproibira qualquer tipo de posse e de poder e nutria uma relação fraterno-soroal com cada uma das criaturas, desde a simples minhoca até o leproso, o maior de todos os excluídos. E o Testamento, por sua vez, leva a reviver todo o passado de Francisco. Por isso, os quatro temas são diferentes ambientes a partir dos quais Francisco pode ser melhor conhecido.
Esses quatro processos foram madurando ao mesmo tempo, e cada um deles interferindo, direta ou indiretamente, nos outros. Por isso, todos eles nos dizem algo especial da pessoa de Francisco. O principal resultado deste ensaio está em ver através deles a pessoa e a vida de Francisco, este homem de pequena estatura (1,52m), mas um gigante na estatura humano-espiritual, motivo pelo qual sua presença está sendo sempre mais sentida como necessária para a história de hoje e de amanhã.

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Autor: Aldir Crocoli

DETALHES DO PRODUTO
Origem: Nacional
Editora: Vozes
Edição: 1
Assunto: Espiritualidade
Idioma: Português

Ano: 2023
País de Produção: Brasil
ISBN: 9786557139523
Encadernação: Capa Dura
Total de páginas: 166

SUMÁRIO
Apresentação, 5
REGRA: O desdobramento de uma opção, 7
Os Estigmas de Francisco: culminância de um processo de identificação, 59
O Cântico das criaturas de São Francisco, 111
O Testamento de Francisco, 147.

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