Semana Franciscana: “Jufra do Brasil: 50 anos de braços com a vida em missão na história”

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“Jufra do Brasil: 50 anos de braços com a vida em missão na história” é o tema escolhido para celebrar os 50 anos da Juventude Franciscana no Brasil. A Secretária Nacional de Formação da JUFRA do Brasil, Gabriela Consolaro Nabozny, foi a convidada do terceiro dia da 2ª Semana Franciscana para falar sobre essa data jubilar.

Este evento on-line, que terminou neste sábado (09/10), foi promovido pela Província Franciscana da Imaculada Conceição, Conferência da Família Franciscana do Brasil, Instituto Teológico Franciscano e Editora Vozes. A gerente de Marketing da Vozes, Natália França, conduziu o encontro nesta quarta-feira (6/10).

Gabriela, esbanjando simpatia, avisou logo de cara que não se deve chamar esta entidade de ‘grupo’, mas de ‘fraternidade’. “A Jufra é uma opção de vida, é um estilo de vida, é um jeito de viver, é uma lente que a gente coloca quando escolhe viver a fé católica para trilhar esse caminho de um jeito mais próximo de Francisco e Clara de Assis”, explicou.

Historicamente, até 1950, os jovens faziam parte da Ordem Franciscana Secular, mas no Congresso Internacional, em Roma, eles manifestaram o desejo de se organizarem e caminharem juntos, de acordo com suas aspirações e modos de ser, respondendo às exigências dos tempos. Foi assim que, em 1950, nasceu a Juventude Franciscana mundialmente. No Brasil, a Jufra foi reconhecida oficialmente em janeiro de 1971, na Assembleia Nacional da OFS, em Recife (PE), portanto há 50 anos.

Para Gabriela, desde o tempo de Francisco e Clara os jovens fazem parte deste movimento franciscano, apenas não estavam organizados. “Francisco e Clara eram jovens e se a Jufra existisse em sua época seriam jufristas”, disse. “A Jufra nada é mais é do que uma grande fraternidade. Então, comungar da magnitude desse chamado que atravessa fronteiras, décadas, séculos, nos enche de alegria e do sentimento de pertença. Nós fazemos parte de um movimento que perpetua uma história e que começou com Francisco e Clara”, observou Gabriela, que é catarinense.

Segundo Gabriela, o jovem que ingressa na Jufra é despertado para o compromisso com a vida, inserido nas realidades presentes no contexto da Igreja Católica no Brasil e na América Latina. “O cuidado com a nossa casa comum faz parte do nosso ideal franciscano de vida, pois temos como dever cuidar do que é frágil, ser menor entre os menores, viver cada passo com a intensidade de Francisco e Clara. Amar e buscar a igualdade, lutando pela nossa fraternidade universal”, explicou. A idade mínima para ingressar na Jufra é 15 anos e é feita na Fraternidade Local.

“Não tem como escolher uma opção de vida franciscana sem construir uma relação mais próxima com a casa comum”, enfatizou Gabriela. Para ela, integridade da criação é uma preocupação constante em todos níveis do movimento. “Anualmente, a gente promove uma jornada nacional de direitos humanos”, recordou.

Gabriela lembrou que o Papa Francisco é a melhor incentivador do carisma franciscano. “Ele reafirma todos os nossos ideais e não para de falar de Francisco de Assis, como vimos na Laudato Si’, no Sínodo da Amazônia e na Fratelli tutti. O Papa Francisco abrilhanta a vida e existência não só da Jufra, mas de toda a Igreja. Para mim, é um privilégio ter o Papa Francisco neste momento de um mundo polarizado, dividido e cheio de transformações. Mesmo diante de tantos problemas que vive a humanidade, ele é essa força que nos levanta e essa mão que nos puxa para frente”, disse Gabriela.

Gabriela contou que a Jufra também teve se reinventar durante a pandemia, ainda que os jovens tenham facilidade de usar os meios tecnológicos. “Foi um redescobrimento para a Jufra. Esse ‘re’ tem um significado especial”, disse a jovem, recordando a frase de Francisco no leito de morte. “Recomecemos meus irmãos, por que a até agora pouco ou nada fizemos”. Ela recebeu com alegria a notícia que a Editora Vozes vai destinar parte da venda da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus para a Jufra. “É uma ajuda muito importante nessa hora difícil que estamos vivendo”, garantiu a jovem. Ela pediu que as outras Ordens olhem com carinho para a Jufra, que é um celeiro vocacional. “Somos jovens comprometidos a propagar o carisma franciscano”, frisou.

Para Gabriela, o tema escolhido para celebrar 50 anos, quer olhar com gratidão o passado, admirando o caminho o percorrido, com amor e serviço, ao mesmo tempo que se enche de esperança para continuar a caminhada.

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

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