Na década de 70, Zezito de Araújo, participou das primeiras iniciativas de fraternidade e expansão da vivência franciscana entre jovens na região nordeste do país.
Em 2016 participou das celebrações dos 40 anos da JUFRA em Penedo – AL, o qual foi um dos fundadores.
Em sua trajetória docente de quase três décadas na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), esse extraordinário pesquisador “coordenou por 18 anos o então Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), atualmente Neabi [após passar também a incluir a causa indígena]. Sob sua liderança, inúmeras foram as ações empreendidas com alcance e destaque em nível nacional. A luta de Zezito na academia confunde-se também com seu aguerrido trabalho como ativista do movimento negro local e nacional, desde o primeiro ano que ingressou como docente, no curso de História, pertencente ao Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (Ichca)”.
Outro exitoso trabalho na trajetória de luta e vida do ativista contra o racismo foi fazer parte da comissão que propôs ao então governo José Sarney, a criação da Fundação Cultural Palmares, em 1988. Zezito foi nomeado pelo titular do Ministério da Cultura para fazer parte do Conselho Curador da Fundação.
“A comissão foi criada para refletir o Centenário da Abolição em 1987, na qual fiz parte. As discussões acerca dos 100 Anos da Abolição da Escravidão no Brasil nos levaram a propor ao governo federal de então, a criar a Fundação Cultural Palmares”, relata Zezito.
Essa memória e notícia, segundo Washington Lima, ex-Secretário Nacional da JUFRA rememora à essência do carisma que foi semeada em Alagoas, sua terra natal, também por mãos negras e revolucionárias.
Texto e fotos: Washington Lima, OFS











