A missão dos Frades Menores: viver o Evangelho construindo pontes de diálogo

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“É preciso encontrar caminhos concretos para ‘sair’ em missão, respondendo com alegria ao Senhor que nos chama à conversão, testemunhando o Evangelho segundo o autêntico modo de vida franciscano, no mundo de hoje que muda tão rapidamente.”

É o que afirma o frade estadunidense e ex-ministro geral da Ordem dos Frades Menores, padre frei Michael Perry OFM, falando à agência missionária Fides sobre o compromisso e os desafios ligados à evangelização que os religiosos franciscanos enfrentam com sua atividade missionária nos cinco continentes.

Frades menores presentes atualmente em 119 países

No Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores, realizado em Roma de 3 a 18 de julho, o padre frei Michael Perry, ministro geral cessante, cedeu o encargo ao 121º sucessor de São Francisco, o frade italiano Massimo Fusarelli, eleito no dia 13.

Os Frades menores estão presentes atualmente em 119 países. As últimas estatísticas mostram uma diminuição das vocações na América do Norte (menos 31% nos últimos 10 anos) seguida pela Europa Ocidental (menos 25%). Enquanto o crescimento continua na África, Ásia e Oceania (+ 18%).

“O espírito missionário da Ordem – explica frei Michael – abriu caminhos desde seu início e continua a fazê-lo: os frades não estão apenas nas grandes cidades, mas também nas periferias do mundo e em diferentes contextos, onde realizam seu serviço tentando enfrentar todos os problemas do mundo contemporâneo.”

Também a Ordem enfrenta mudanças profundas

“Hoje – continua o religioso franciscano – estamos passando por mudanças radicais, como a revolução econômica ligada à globalização, a revolução digital e a revolução bioética que transtorna nossa maneira de agir sobre a natureza. Surgiram novas formas de pobreza, como o desemprego de muitos jovens, e depois o problema dos fluxos migratórios que agora envolvem enormes massas de pessoas.”

Como podemos viver o carisma franciscano no mundo de hoje? “Assim como o mundo está mudando rapidamente – observa ele -, assim também nossa Ordem está enfrentando mudanças profundas.”

No Capítulo Geral da Ordem, o religioso assinala que “destacamos o fato de que o anúncio do Evangelho é mais eficaz quando é realizado de forma dialógica – explica frei Michael -, por isso pretendemos desenvolver programas para a vida e a formação intercultural, a fim de estar ainda mais em comunhão com os pobres, em espírito de proximidade e fraternidade com os últimos”.

A fraternidade no centro da vocação dos Frades menores

O franciscano observa: “A evangelização das culturas e a promoção da paz incluem o desenvolvimento de uma ‘inteligência cultural’ que implica a consciência de como nossa cultura nos influencia no que diz respeito à sensibilidade pelas pessoas em contato conosco: elas podem manifestar diferentes expressões e necessidades culturais”.

“É importante – enfatiza padre frei Michael – tornar-se ‘pontes de diálogo e compreensão’, tendo em mente que a inteligência cultural inclui a capacidade de usar a tecnologia e a inteligência artificial como instrumentos de evangelização.”

“Os Franciscanos – conclui o ex-ministro geral – são chamados a construir um mundo mais fraterno e evangélico. Viver em comunhão fraterna é parte da nossa vocação: viver o Evangelho em comunhão fraterna, buscando construir a fraternidade entre todos os povos e com todas as criaturas. Isto significa que a fraternidade está no centro de nossa vocação e, sobretudo, é nossa ‘união de vida’ com as outras fraternidades da Ordem franciscana”.

Fonte: Vatican News

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