Custódia São Benedito da Amazônia elege novo governo

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A Custódia São Benedito da Amazônia já tem o novo governo para o triênio 2023-2025. O custódio será, Frei Edilson Rocha; o vigário custodial, Frei Gregório Joerigth; e os conselheiros serão: Frei Marcos Bezerra, Frei John Araújo, Frei Rômulo Canto e Frei Rodolfo Pimentel. A celebração de posse foi presidida pelo visitador geral, João Carlos Karling na Capela do Convento São Francisco.

Conheça os frades do novo governo:

Custódio: Frei Edilson Rocha – nasceu em Santarém (PA), no dia 28 de junho de 1956. Frei Edilson Rocha, foi recebido no noviciado em 15 de janeiro de 1978. Professou seus primeiros votos religiosos no dia 06 de fevereiro de 1979. Quatro anos mais tarde se tornou frade professo solene no 20 de julho de 1983. O frade foi ordenado presbítero da Igreja Católica no dia 27 de julho de 1985. Frei Edilson Rocha, já trabalhou na formação inicial e na formação permanente da Custódia. Na década de 90, O frade foi o primeiro brasileiro a ser eleito custódio e ficou como ministro custodial por três governo seguidos de 1993-2002. No ano de 2019, foi eleito novamente a custódio para o triênio 2020-2022.

Vigário: Frei Gregório Joerigth – natural de Cleveland – Ohio – EUA, o frade nasceu em 19 de novembro de 1949. Entrou no noviciado no dia 31 de agosto de 1969, seus primeiros votos religiosos foram professados no dia 16 de agosto de 1970. Frei Gregório foi frade professo solene no ano de 1974, o mesmo ano que veio para o Brasil. No dia 26 de dezembro de 1976, Frei Gregório Joerigth se tornou-se presbítero. O frade americano foi eleito definidor provincial, quando a Custódia era  vice-província em 1990. No ano de 1993, frei Gregório Joerigth foi eleito vigário, assim como em 2010. Nos Capítulos de 2008 e 2016, o frade foi eleito conselheiro custodial. Frei Gregório já exerceu diversas funções na Custódia São Benedito da Amazônia, entre elas a de ecônomo.

Conselheiros:

Frei Marcos Bezerra: nascido em Pacotí (CE), no dia 28 de maio de 1971. Foi recepcionado no noviciado em 15 de janeiro de 2000, seus primeiros votos religiosos foram em 16 de janeiro de 2001. Emitiu a profissão solene em 02 de agosto de 2004 e no ano seguinte, Frei Marcos foi ordenado presbítero. Essa será a segunda vez que o frade atuará como conselheiro custodial. Frei Marcos no triênio de 2020-2022, além de conselheiro, também foi animador vocacional, coordenador do programa Irmãos e Irmãs de São Francisco e conselheiro de finança e patrimônio.  Atualmente Frei Marcos Bezerra mora em Itaituba – PA.

Frei John Araújo: nasceu em 30 de setembro de 1982, na capital paraense. O frade entrou no noviciado em 01 de fevereiro de 2003, realizando sua primeira profissão em 19 de janeiro de 2004. Frei John professou solenemente no dia 01 de julho de 2007 e foi ordenado presbítero no dia 30 de setembro de 2011. Frei John Araújo reside até então em Manaus (AM).

Frei Rômulo Canto: natural da cidade de Óbidos (PA), nasceu no dia 14 de outubro de 1975. O frade foi recepcionado no noviciado no dia 14 de janeiro de 2000 e professou seus primeiros votos em 16 de janeiro de 2001. Frei Rômulo atuou como  ecônomo da Custódia e já foi eleito outras duas vezes como conselheiro. Além do trabalho na parte financeira da Custódia, o frade é Comissário da Terra Santa. Reside atualmente no Convento São Francisco, em Santarém.

Frei Rodolfo Pimentel: nascido em Santarém (PA), no dia 26 de junho de 1985. Entrou no noviciado em 13 de janeiro de 2006 e professou seus primeiros votos um ano depois. A sua profissão solene foi celebrada em 16 de setembro de 2011. Frei Rodolfo se ordenou presbítero no dia 05 de maio de 2017. O frade já exerceu o serviço de animador vocacional e até o Capítulo atuou como Pároco da Paróquia Santo Antônio de Lisboa, em Belém, onde reside.

DOM LEONARDO STEINER NO TERCEIRO DIA DO CAPÍTULO

O terceiro dia do décimo segundo Capítulo da Custódia São Benedito da Amazônia foi marcado pela presença de Dom Leonardo Ulrich Steiner, a quem o povo da região carinhosamente chama “Cardeal da Amazônia”. O Cardeal, chegou a Santarém na tarde do dia 15 de novembro e sua presença fraterna despertou muita alegria por parte dos capitulares. A conferência de Dom Leonardo foi um momento muito aguardado dentro da programação do Capítulo.

Em sua conferência, o Arcebispo de Manaus, foi tecendo um profundo comentário sobre a identidade franciscana e sua vida e missão como “Menores na Amazônia”. Na sua introdução Dom Leonardo fez uma bela recordação do itinerário espiritual de Francisco de Assis como “alguém que mudou de vida depois do encontro com o Crucificado”. O amor de Francisco foi gratuito e generoso, destacou o Cardeal.

A espiritualidade e vida franciscana, segundo ele, deve ser marcada por uma profunda admiração. Francisco foi um profundo admirador do Deus, que por “um amor tão extraordinário e admirável que se fez Menor”. O amor que movia o Pobrezinho de Assis, o movia, e como recordou Dom Leonardo, “o levou a gemer e a lamentar nos bosques”. O amor que não é amado é generoso e gratuito, afirmou.

Vida, missão e minoridade são temas fortes para reflexão sobre a identidade dos frades menores na Amazônia, sobre isso, Dom Leonardo também dedicou pontos da sua alocução aos frades. A vida foi definida por ele como “dinâmica, sentido e o concretizar de uma existência”.  A gratuidade e a fraternidade foram enfatizada como aspecto presente   no viver, assim pontuou o Arcebispo. Fraternidade foi exposta na conferência como a força que faz irmão. Entre os frades menores a força que faz ser irmão é a minoridade, ressaltou o Cardeal Steiner.

Durante a conferência foram abordadas à luz da riqueza do franciscanismo temas como gratuidade, fraternidade, cuidado. Um olhar franciscano desde o coração da Amazônia nos permite ver com tristeza que conforme, constata o cardeal: “As criaturas deixaram de ser irmãs para tornaram-se objeto de exploração”. Acabamos por observar “relações desfraternas”. Ao invés de nos desarmar estamos cada vez mais em tempos desafiadores e de profundos conflitos.

A hermenêutica da totalidade foi destacada aos frades como “possibilidade de ser Igreja na Amazônia” com uma “responsabilidade envangelizadora”. Dom Leonardo destacou que os frades na Amazônia têm uma missão própria. Um carisma privilegiado para dialogar com os povos e culturas locais. A “admiração com o mistério de Deus” ocupa um lugar importante na presença franciscana neste território.

Sobre a missão franciscana na Amazônia, o Cardeal, realçou aos frades em capítulo que “como Menores, estamos satisfeitos onde a obediência nos envia”. Provocados a anunciar o Amor que não é amado. Neste caminho com a Amazônia a admiração nos impulsiona na encarnação e no anúncio transformador e libertador. Concluindo a conferência, o metropolita, afirmou que “Como Menores deveríamos estar entre os menores, para sermos menores”.  Em seguida o Cardeal ouviu a ressonância dos frades sobre a sua exposição, momento de um esperançoso bate-papo. Como arcebispo de Manaus, ele agradeceu a presença e atual dos frades na capital amazonense. Os frades ficaram muito animados com as palavras do confrade Cardeal e manifestaram juntos o sonho de um franciscanismo de rosto amazônico, que expresse não só a Ordem na Amazônia, mas a Amazônia na Ordem.

Fonte: franciscanos.org.br

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