A Diocese de Petrópolis deu início oficialmente, na noite da última quarta-feira (08), às comemorações do Jubileu Franciscano que recorda os 800 anos da morte de São Francisco de Assis – o chamado “Trânsito”. A Missa Solene foi presidida por Dom Joel Portella Amado e concelebrada por Frei Marcos Antonio de Andrade, OFM, guardião da fraternidade, Frei Paulo Roberto Santana, ofm, pároco, e outros presbíteros frades menores, conventuais, capuchinhos e do clero diocesano, entre eles Padre Alexander de Brito Silva, Coordenador Diocesano de Pastoral, Padre Luiz Henrique Veridiano da Silva, Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino da Diocese de Petrópolis, e o vice-reitor, Padre Tiago José dos Santos Rebello.

Estiveram presentes os fiéis e paroquianos, seminaristas da Diocese, religiosas irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo e de Santa Maria dos Anjos, membros da Ordem Franciscana Secular (OFS) e frades franciscanos, evidenciando a unidade e a força do carisma do Núcleo de Petrópolis do regional CFFB RJ ES na Diocese de Petrópolis.
A celebração teve início com a saudação de Frei Marcos Antônio de Andrade, guardião da Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, que acolheu os fiéis e dirigiu palavras especiais de boas-vindas a Dom Joel Portella Amado.
Um carisma no “DNA” da Diocese
Durante a homilia, Dom Joel destacou que a presença franciscana é uma marca decisiva nos 800 anos de criação da Diocese de Petrópolis, estando presente tanto na região serrana quanto na Baixada Fluminense. Segundo o bispo, o carisma de Francisco está enraizado no “DNA” da igreja local.
O prelado ressaltou que o objetivo do jubileu não é apenas um resgate histórico, mas um convite para “redescobrir o jeito como São Francisco de Assis viveu o Evangelho” e aprender a aplicá-lo atualmente.




Respostas franciscanas aos desafios modernos
Ao traçar um paralelo entre o século XIII e a atualidade, Dom Joel pontuou que ambos são tempos de transição e profundas transformações sociais. Ele destacou como a resposta de Francisco aos desafios de sua época serve de bússola para o mundo contemporâneo:
Pobreza e desapego: Diante da valorização extrema do dinheiro e do mercado, Francisco escolheu a “Irmã Pobreza”.
Humildade: Em um mundo de busca por status e poder, o santo de Assis ensinou o valor de ser “o menor” e ocupar o último lugar, o lugar de onde Jesus salvou a humanidade.
Paz e reconciliação: Frente aos conflitos e guerras, o carisma franciscano prega a paz e a reconstrução da Igreja por dentro, mantendo a unidade com o corpo de Cristo.
Indulgências e locais de celebração
Como parte das graças do Ano Jubilar, a Penitenciária Apostólica autorizou a concessão de indulgências em igrejas específicas da diocese pertencentes à família franciscana ou ligadas ao carisma. Em Petrópolis, os fiéis poderão buscar a indulgência na Igreja do Sagrado (centro), na paróquia do Quitandinha e na capela da Escola do Amparo. Em Teresópolis, o local indicado é a igreja de Nossa Senhora de Fátima.
Após o momento da comunhão, um gesto simbólico reforçou a unidade do carisma: representantes da família franciscana entraram portando uma vela, simbolizando a chama viva dos ensinamentos de Francisco. Diante da imagem do “Poverello” de Assis, toda a assembleia se uniu em prece, recitando a oração composta pelo Papa Leão XIV especialmente para este ano jubilar.
A celebração contou com a participação de representantes das ordens dos Frades Menores, Conventuais, Capuchinhos, Franciscanos Seculares e congregações femininas, como as Irmãs Franciscanas do Amparo e de Nossa Senhora dos Anjos, além de formadores e seminaristas do Seminário Diocesano.
Texto: Frei Bruno Cezário, OFM e Frei Marcelo Tadeu, OFM
Foto: Frei Gilberto Silveira Junior, OFM
Adaptação: SERCOM CFFB
Fonte: Franciscanos.org.br