O processo de acompanhamento mistagógico à luz da Pedagogia de Jesus

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No sexto e sétimo dia de formação teve como tema “O processo de acompanhamento mistagógico à luz da Pedagogia de Jesus”.

As irmãs e irmãos receberam uma reflexão conduzida pela Ana Macedo, Irmã Catequista Franciscana. A assessora destacou que “acompanhar alguém na fé é mais do que transmitir conteúdos: é cuidar da pessoa de forma integral, acolhendo sua história, suas dores, seus sentimentos e seu ritmo“.

Irmã Ana ressaltou que a pedagogia de Jesus é marcada pela proximidade, escuta e simplicidade. O acompanhamento mistagógico, segundo ela, é um caminho que ajuda a pessoa a fazer experiência do Mistério de Deus, iluminada pela Palavra e pelo carisma franciscano.

A formação do dia concluiu-se com a imagem do “jardim que floresce”, simbolizando a missão de cada formador: ser instrumento humilde e esperançoso para que o outro cresça, amadureça e brilhe com sua própria luz.

Já no dia 7 de novembro, seguindo com o tema, a assessora trouxe para o centro do debate a Pedagogia de Jesus e o carisma francisclariano. O ponto de partida foi uma análise contundente do filme, que retrata uma sociedade que suprime memórias e emoções para evitar conflitos e a dor.

A assessora mencionou que enxerga essa “anestesia emocional” uma metáfora poderosa para os perigos de uma formação que prioriza o controle e a homogeneização, suprimindo a individualidade e a riqueza das diferenças. No filme, o “Doador de Memórias” representa a abertura para o amor, a autenticidade e a integração das experiências de vida – inclusive as dolorosas.

Transpondo essa metáfora para a realidade, a abordagem destacou que um processo formativo autêntico não pode apagar as memórias, mas deve integrá-las. A memória, sobretudo a memória sagrada da vida de Jesus, de Francisco e de Clara, é um tesouro a ser recebido e doado. É ela que constrói a identidade e permite uma fraternidade vibrante, onde a diferença é vista não como uma ameaça, mas como uma fonte de vitalidade.

A síntese do dia ecoou um chamado à gratidão e à coragem de recomeçar sempre. O processo de acompanhamento mistagógico, à luz de Jesus e do carisma francisclariano, revela-se, portanto, como uma arte delicada e profunda: a de guiar o outro, respeitando sua história e seu ritmo, para um encontro pessoal e transformador com o Divino, em uma fraternidade que é, ela mesma, um “ventre gerador” de vida e missão.

Texto e Fotos: Irmã Tatiana Coelho, CIFA
Revisão: SERCOM CFFB

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