Revista Casa Comum lança sua 13ª edição durante seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2026 em Brasília

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Foto: Fioma Tonhá – CNBB

Na tarde do dia 25 de setembro, Brasília foi palco de um momento simbólico e inspirador para as lutas sociais no Brasil: ocorreu, nesta data, o lançamento da 13ª edição da Revista Casa Comum, que traz como tema central “Moradia: porta de entrada para todos os direitos”.

A publicação, que já se consolidou como ferramenta formativa e de mobilização popular, alinha-se, pelo segundo ano consecutivo, à Campanha da Fraternidade (CF). Em 2026, a iniciativa promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem como tema “Fraternidade e Moradia”.

O evento, entretanto, não foi apenas o anúncio de uma edição, mas o início de uma nova etapa no caminho trilhado pela revista.

Foto: Fioma Tonhá – CNBB

Fábio Paes, coordenador da Revista Casa Comum, destacou que a 13ª edição representa três momentos marcantes: a celebração dos três anos de história da revista; o encerramento do ciclo conduzido pelo Sefras – Ação Social Franciscana; e o início de uma gestão compartilhada, agora sob a responsabilidade da Família Franciscana, por meio do Sinfrajupe – Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia.

“Estamos iniciando um novo tempo de escuta, participação e construção coletiva. A revista se renova com o compromisso de sempre de formar, mobilizar e inspirar a ação transformadora nos territórios onde a vida resiste”, afirmou Fábio Paes, durante o lançamento.

A Casa que se faz Comum

Essa estratégia reforça a Casa Comum como um espaço de formação crítica, mobilização social e construção coletiva de alternativas, em diálogo com movimentos sociais, organizações e comunidades que resistem e constroem novos caminhos para o Bem Viver.

A parceria com a Campanha da Fraternidade foi firmada em 2024 na produção de uma edição especial da revista – a 10ª -, e também na realização de um Mutirão Formativo Nacional, em colaboração com o Projeto Encantar a Política. Essa ação formou mais de 1.500 lideranças populares como multiplicadoras dos conteúdos da revista, ampliando seu alcance em diversos territórios do país.

Foto: Fioma Tonhá – CNBB

A edição teve impressão viabilizada com o apoio da PAULUS Social e contou com a colaboração de transportadoras e dos Correios para garantir o envio e a distribuição de mais de 160 mil exemplares em mais de 490 municípios, alcançando comunidades, movimentos e organizações em todas as regiões do Brasil.

“Desde que acertamos a parceria com a Revista Casa Comum em 2024 com o tema da Campanha da Fraternidade sobre Ecologia Integral, a revista tem sido um dos materiais da CF que mais chega nas mãos das pessoas, sobretudo de forma gratuita. Além disso, a revista é um espaço plural, que traz diálogos e reflexões conectados aos dilemas e às percepções dos movimentos e da sociedade em geral. Um novo Areópago”, ressalta Padre Jean Poul Hansen, assessor do Setor de Campanhas da CNBB.

Moradia: mais do que ter um teto, a denúncia da mercantilização

O tema escolhido para a 13ª edição é urgente e necessário: a moradia como direito essencial. Mais do que um espaço físico, a casa representa dignidade, segurança, pertencimento e acesso aos demais direitos como saúde, educação, trabalho, cultura, transporte e lazer. No entanto, milhões de pessoas seguem excluídas desse direito básico.

A revista traz em destaque a denúncia de que, no Brasil de hoje, a moradia tem sido tratada como mercadoria. Em vez de ser compreendida como um direito universal, ela é transformada em ativo financeiro e objeto de lucro no mercado imobiliário. O resultado é o aumento da desigualdade, da especulação, da gentrificação e dos despejos em massa — especialmente nas periferias urbanas e áreas de interesse econômico.

Ao propor a moradia como “porta de entrada para todos os direitos”, a revista convida os leitores a enxergar as causas estruturais do déficit habitacional, os impactos diretos da lógica de mercado sobre a vida nas cidades, e a resistência de comunidades que lutam por dignidade e permanência nos territórios onde vivem.

A publicação traz artigos, reportagens, entrevistas e reflexões socioeconômicas, além de experiências de luta e resistência em diversas partes do Brasil, fortalecendo o protagonismo dos grupos e povos que vivem nas periferias urbanas, comunidades tradicionais, ocupações e assentamentos.

Uma revista em movimento

Com uma nova tiragem de 100 mil exemplares, esta edição será distribuída gratuitamente em escolas, comunidades, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e espaços de formação espalhados pelo país. A proposta é continuar sendo uma publicação viva, feita com e para o povo, na escuta das realidades locais e no compromisso com a transformação social.

A nova fase de gestão compartilhada amplia o alcance da Casa Comum e fortalece seu caráter coletivo. Com a coordenação da Família Franciscana, por meio do Sinfrajupe, a revista se articula ainda mais com redes e movimentos comprometidos com a justiça socioambiental, os direitos humanos e a construção de um país mais justo.

“Neste novo momento que a revista inicia de forma desafiadora, seguiremos mais fortes por meio de alianças e parcerias consolidadas, garantindo nossa existência e fortalecimento como uma estratégia de educomunicação para o Brasil, inspirada na perspectiva franciscana de justiça, solidariedade e cuidado com a vida”, ressalta Fábio Paes.

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Fonte: Revista Casa Comum

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