SAV entrevista Carlos Eduardo, assessor do Encontro Nacional

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CARLOS EDUARDO CARDOZO

Carinhosamente conhecido como Cadu é graduado em Filosofia, Mestre e Doutor em Educação pela Unirio. É gestor educacional da Rede Filhas de Jesus. Integra a Comissão Teológica, responsável pela redação do texto-base do III Ano Vocacional no Brasil. É membro do grupo de pesquisa do Instituto de Pastoral Vocacional (IPV), além de assessorar diversas congregações e outros organismos eclesiais. É autor do livro: Juventudes: percepções atuais e múltiplos olhares, lançado em 2020, além de diversos outros artigos e livros na área de juventude, educação e religião. O acesso à Espiritualidade Franciscana se deu pelo contato e diversas assessorias a grupos da Família Franciscana, além de lecionar no Curso de Formação de Formadores
dos Frades Menores (OFM) em Petrópolis – RJ.

1. Qual impacto o Ano Vocacional tende a repercutir numa proposta da Igreja em saída?

O Ano Vocacional quer fomentar uma nova sensibilidade para o trabalho de animação vocacional na Igreja, difundido valores sob a perspectiva da cultura vocacional. Com isso, queremos vocacionalizar as pastorais, difundindo uma espiritualidade vocacional para assumir que todo ser humano é um ser vocacionado. E desses, preparar e acompanhar jovens para o seguimento de Jesus nas diversas vocações.

2. O que espera do encontro do SAV que vai acontecer em Brasília?

Espero encontrar pessoas abertas ao Espírito e com disponibilidade para crescer sempre mais na animação vocacional, para ajudarmos mais e mais jovens no caminho da santidade descobrindo e vivendo a sua vocação.

3. Quais desafios vislumbra na dimensão dos Animadores Vocacionais?

A grande responsabilidade e a grande missão de acompanhar jovens vocacionados(as) está em nossas mãos, e mais do que delinear perfis de quem acompanha as vocações, podemos nós mesmos pensar: que tipo de animador(a) vocacional sou? Como lido com isso no meu dia a dia? Quem são os meus referenciais quando estou vivenciando a missão de acompanhar?

Acompanhar jovens vocacionados nos interpela a que sejamos convictos do que somos, do que fazemos e do que vivemos. A convicção nos coloca na situação de referência. É natural, se somos convictos, muitos nos procurarem para entender de onde vem tamanha convicção.

4. Em relação ao tema e o lema do encontro do SAV/CFFB, o que destaca como fator essencial do chamamento?

Destaco o horizonte de estar antenado e em comunhão com a Igreja. Essa dimensão eclesial nos coloca na certeza de que Jesus caminha conosco e nos aponta o caminho. A exemplo dos discípulos de Emaús, devemos caminhar juntos, ao lado, como irmãos. A Animação vocacional será mais rica quando descobrirmos a beleza de sermos unos na diversidade de carismas e dons.

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