Uma plantinha chamada Clara

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Quão importante foi para Santa Clara de Assis ser a Plantinha de São Francisco de Assis! Tão grandiosa esta carinhosa denominação que ganhou espaço em seu Testamento e na Regra de Vida. Vejamos: “Por isso, eu, Clara, serva de Cristo e das Irmãs Pobres do mosteiro de São Damião, embora indigna, e verdadeiramente plantinha do santo pai (…) E como o Senhor nos deu nosso bem-aventurado pai Francisco como fundador, plantador e auxílio no serviço de Cristo e naquilo que prometemos ao Senhor e ao nosso pai, e como ele durante a sua vida mostrou tanto cuidado em palavras e obras para tratar e cuidar de nós, sua plantinha” (Test 37. 48-49). Na sua Regra ela afirma: “Clara, serva indigna de Cristo e plantinha do bem-aventurado Pai Francisco, promete obediência e reverência” (RSC 1,3).

Vamos destacar também as fortes palavras da Bula de Canonização de Santa Clara de Assis: “Na verdade, ela foi a árvore destacada e eminente, de ampla ramagem, que deu o doce fruto da religião no campo da Igreja, e em cuja sombra agradável e gostosa acorreram e acorrem, de toda parte, muitas discípulas de fé para saborear um fruto tão especial (…) Ela fez no terreno da Igreja o jardim da humildade, em que se colhe uma grande variedade de virtudes” (BC 31-35). E temos também a fala da Legenda de Santa Clara: “Sua mãe Hortolana, que devia dar à luz planta frutífera no jardim da Igreja, também era rica em não poucos bons furtos” (LSC 1, 3).

E destaquemos o testemunho dos biógrafos. Diz Tomás de Celano: “E eis que a senhora Clara, que era verdadeiramente clara pelos méritos da santidade, primeira mãe das outras, porque foi a primeira planta desta Ordem” (1Cel 116,6). Em Juliano de Espira: “E quando permitiram que a devota mãe, a primeira planta daquela religião, Clara de vida e de nome, visse com suas filhas o corpo do amantíssimo pai, ela começou a chorar sobre ele” (Jul 72,5). São Boaventura relata: “Convertiam-se também virgens ao celibato perpétuo, entre as quais Clara, virgem amadíssima por Deus, a primeira plantinha delas, exalou seu perfume como flor cândida que brota na primavera e brilhou como estrela muito fúlgida” (LM 4,6).

CONTINUA

Por Frei Vitório Mazzuco

Fonte: Blog Frei Vitório

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