Contra crimes sócio-ambientais: Nota de Repúdio dos Capuchinhos de Minas Gerais

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Na penúltima sessão dos trabalhos do XIV Capítulo Provincial dos Franciscanos Capuchinhos de Minas Gerais, os frades fizeram memória dos últimos acontecimentos envolvendo a mineração em nosso estado. Em face de tamanha destruição, os frades manifestam publicamente sua indignação e seu comprometimento com a “casa comum”.

Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a mãe Terra, que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas”¹. (São Francisco de Assis)

Nós somos os primeiros interessados ​​em deixar um planeta habitável para a humanidade que nos sucederá. Nunca percam de vista este grande horizonte (Papa Francisco, 04/05/2019)²

Os frades Franciscanos Capuchinhos de Minas Gerais, em peregrinação ao Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, padroeira deste estado, por ocasião do seu XIV Capítulo Provincial, manifestam:

1. O seu repúdio à devastação da Serra da Piedade e seu entorno, patrimônio do povo de Minas, causada pela obra de mineração ali instalada.

2. O seu repúdio aos contínuos crimes humanitários e ambientais, como o rompimento das barragens de rejeitos de Bento Rodrigues, em Mariana, e do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que tiraram a vida de centenas de pessoas, dos rios Doce e Paraopeba, de nascentes e do ecossistema.

3. O seu repúdio à política ambiental em curso no Brasil que, em detrimento do bem comum, privilegia o capital internacional.

4. A sua comunhão com a Arquidiocese de Belo Horizonte, na defesa da Serra da Piedade, arquitetura divina.

5. E assume as exortações da encíclica ‘Laudato si’, do Papa Francisco, como norteadoras de sua ação, no que se refere o cuidado da criação.

Belo Horizonte, 25 de julho de 2019, seis meses depois do crime sócio-ambiental da Vale na Região do Paraopeba.

Franciscanos Capuchinhos de Minas Gerais

 

Saiba mais, leia o artigo “Uma tragédia anunciada: crime e indignação”

Fonte: Franciscanos Capuchinhos de Minas Gerais 

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