Seminário de Direitos Humanos e Políticas Públicas neste chão da Amazônia – Rio Branco/Acre

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Em sintonia com o Sínodo para a Amazônia, nos dias 20 e 21 de setembro de 2019, realizou-se na Diocese de Rio Branco/AC, o Seminário de Direitos Humanos e Políticas Públicas neste chão da Amazônia, promovido pela Rede Um Grito Pela Vida, Comissão Pastoral da Terra, Conselho Indigenista Missionário, Pastoral da Juventude, Cáritas, Pastoral Familiar e Ordem Franciscana Secular.


A atividade reuniu mais de 130 pessoas de diversos municípios do Acre e Porto Velho. Marcaram presença indígenas de seis etnias, agricultores, representantes do Ministério Público Estadual e do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, professores da Universidade Federal do Acre, agentes de pastoral, muitas religiosas da CRB/Rio Branco, dentre outros que contribuíram na assessoria e análise da realidade.

À luz do clamor de Ester “O meu desejo é a vida do meu povo” (7,3), o Seminário consistiu na reflexão e escuta sobre as causas e consequências da violência no campo e nas cidades. No campo, destacou-se a luta dos povos indígenas e agricultores pela proteção da floresta e demarcação de suas terras, a criminalização de lideranças rurais, mercantilização da natureza, dentre outros.
No âmbito urbano, as reflexões voltaram-se sobre os desafios enfrentados pelos migrantes, pelas juventudes, pela realidade do tráfico de drogas, armas, encarceramento e a desumana rede de exploração, abuso e tráfico de pessoas, “chaga vergonhosa” que fere e vitimiza milhões de pessoas no mundo.

A mística essencialmente sinodal que perpassou o Seminário foi a busca da escuta dos clamores e anseios dos povos amazônicos, do grito de indignação por tantas feridas abertas em seu seio, mas sobretudo a manifestação da esperança viva que move os pés, o coração e as mãos dos que continuam a lutar pela vida dos povos e da natureza.
Unimos as vozes e fortalecemos as redes que GRITAM PELA VIDA em todos os espaços onde lhe é negada a dignidade e liberdade sonhada por Deus. E pelas ações coletivas, lançamos sementes esperançando o florescer do Bem Viver em nossa amada Amazônia.

Fonte: Rede um grito pela vida

 

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