Desafios de ser educador/a em tempos de pandemia

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Ser trabalhador/a na educação pública em nosso país sempre foi um grande desafio, sobretudo nos últimos anos, quando poucos foram os investimentos na educação, e em se tratando de investimentos tecnológicos, menos ainda.

No ano de 2020 fomos surpreendidos pela pandemia provocada pelo novo corona vírus que lamentavelmente ceifou muitas vidas e que ainda segue em suas mutações resultando em novas variantes igualmente letais.

Na área da educação, a pandemia impôs uma nova ordem, um novo ritmo e consequentemente, exigiu e exige de seus atores novas posturas, novas aprendizagens. O cotidiano mudou, e a escola, à duras penas, tenta se ressignificar.

Neste cenário, cito como desafio, dentre muitos outros:

* O domínio das plataformas digitais de aprendizagens, que os professores repentinamente tiveram que adquirir;

* A adequação da escola, que mesmo com poucos recursos, teve que adquirir rede de internet capaz de atender aos professores para a suas aulas online. Para minimizar um pouco tamanha aflição, no estado de Mato Grosso, cada professor da rede estadual, concursado ou não, ganhou um notebook para o seu trabalho;

* O ensino remoto, a sala de aula virtual e o esforço que foi e ainda é exigido dos maiores envolvidos (professores e estudantes) para manterem-se motivados;

* O distanciamento dos pais do dia a dia da escola e da vida escolar de seus filhos;

* O estudo pela apostila impressa com retorno insatisfatório;

* Distanciamento social dos estudantes e desenvolvimento de crise de ansiedade, de solidão e em alguns casos, até de depressão;

* A evasão escolar. Estudantes que ingressaram no mundo do trabalho e abandonaram o estudo.

* Com o retorno das aulas presenciais no modelo hibrido, muitos estudantes optaram pelo retorno à escola, outros seguem utilizando o material impresso, situação que exige novamente maior esforço por parte dos professores no atendimento de dois grupos distintos. Com o objetivo de sanar essa lacuna na aprendizagem, outros profissionais foram contratados para atenderem os estudantes que apresentam maiores dificuldades;

* Outro desafio é garantir que os estudantes observem e cumpram todas as medidas de biossegurança, como principalmente o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento físico.

Somos educadores e educadoras para a vida. Por isso, devemos ser sinal de esperança em meio a tantas dores e perdas. Ser sinal de acolhida, sobretudo nesse tempo em que muitos profissionais e estudantes perderam entes queridos.

Nossa missão é acolher, é amar, para juntos superarmos esse momento.

Por: Irmã Maria de Fátima de Souza

Fonte: CICAF

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