Nota de Solidariedade às famílias que sofrem os impactos do rompimento da barragem em Brumadinho – MG

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A Juventude Franciscana de Minas Gerais (JUFRA), por meio da secretaria de DHJUPIC (Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação), lamenta tamanha dor e tristeza causada pela tragédia ambiental ocorrida no município de Brumadinho-MG, região metropolitana de Belo Horizonte, em decorrência do rompimento da barragem da Mina do Feijão, pertencente a Vale.

Com efeito, estamos diante de mais um crime socioambiental grave. Tal incidente, ao atingir diretamente a fauna e a flora local; incidiu decisivamente na dinâmica de vida das comunidades indígenas, ribeirinhas e dos produtores rurais, sobretudo, daqueles que sobrevivem do próprio plantio nas áreas que foram atingidas; sem mencionar o fato de que; para além deste desastre; o próprio trabalho minerário na região já gera inúmeros impactos na natureza.

De certo, esse crime nada mais é que o resultado da ganância e da busca desenfreada por poder e riqueza mediada pela exploração de nossa casa comum, prática ditada pelo capital internacional que ignora a vida, majoritariamente a dos mais pobres.

À vista disso, nós da JUFRA MG, à luz do evangelho de Jesus Cristo e dos ensinamentos de São Francisco e Santa Clara, solidarizamo-nos com as vítimas desta tragédia e exigimos que as autoridades investiguem e punam os verdadeiros responsáveis. Além disso, reivindicamos que medidas eficazes sejam tomadas, a fim de que crimes como este não mais se repitam. Ademais, requisitamos que políticas públicas ambientais sérias sejam implementadas, até porque, tal área, a saber, tem sofrido grande retrocesso no atual governo.

Por fim, recordemos o desafio citado pelo Papa Francisco na Encíclica Laudato Si, o qual expressa a urgência em protegermos a casa comum na busca por um desenvolvimento sustentável e integral, vendo a necessidade de renovarmos não apenas o diálogo, como também a prática sobre a maneira que estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de soluções concretas e não de atitudes que dificultem os caminhos das soluções. (13,14).

Juventude Franciscana de Minas Gerais- Secretaria de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação – DHJUPIC

Publicada em 05 de fevereiro de 2019.

Fonte: JUFRA MG

 

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