Reflexão: Esses pés ensanguentados

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Graça inaudita esta de ser de Cristo, de viver sua vida em nossa vida, de sermos cidadãos da terra e da glória. Já vivemos nas alturas, esperamos apenas a plena manifestação do mistério que está escondido em nós. Transcrevemos página da autoria de Karl Rahner. Dobram os joelhos diante da cruz que domina o universo, os que receberam a graça da salvação, das lágrimas e do amor, como se exprime o grande teólogo que com sua clarividência enfeitou a Igreja do século passado.

“Será que sou daqueles que dobram os joelhos diante da Cruz, durante as três horas de minha vida, até que por mim e para mim “tudo seja consumado”?

Minha alma tem sede de Deus, meu Salvador. Desejo abrir-me. Quero ver aquele que bebeu o cálice mais amargo do mundo. Sim, o mais amargo, porque mesmo nós, de coração pecador e espírito obtuso, percebemos alguma coisa desse amargor, como ele não terá experimentado? Quero beijar esses pés ensanguentados que não deixaram de andar atrás de mim até o fundo dos terríveis impasses para onde me levaram meus pecados. Quero ver o lado traspassado daquele que abrindo seu coração para me oferecer um lugar me tomou com ele de tal forma que me foi aberto um caminho para a casa de seu Pai onde só Deus pode estar.

Quero ver o lenho da Cruz no qual foi suspensa a Salvação do mundo e minha própria salvação.

Vinde e adoremos!

Por Frei Almir Guimarães

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

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